sopas frias para os dias quentes

26 de fevereiro, 2010 

kiwi

ando tão sem tempo que tenho atrasado demais a atualização do blog e esse post, por exemplo, parece nem fazer mais sentido - agora mesmo estou fazendo uma sopa quente pruma noite fria. mas como eu sei que a qualquer momento a temperatura pode subir 10, 15, 20 graus, fica a dica: sopas frias pra espantar o calor. e não só as salgadas! sopas doces, geladíssimas, para a sobremesa, o lanche da tarde ou qualquer hora que a fome bater (no meu caso, isso tem acontecido muitas vezes ao longo do dia).

pra simplificar a vida, andei fazendo muitas sopinhas geladas de frutas. é só picar o que tiver na geladeira e servir com uma calda gelada, feita de açúcar e especiarias. ou fazer uma calda de frutas, batidas, com algum temperinho. essa da foto, eu fiz assim: piquei uma pera, misturei com um pouco de açucar e baunilha e deixei gelando. bati 4 kiwis com um pouco de cardamomo em pó e servi com as peras, amoras e uma cereja. simples, rápido e muito refrescante!

e agora, peço licença, que eu vou me aquecer com as minhas cebolas.

dona Julia

17 de fevereiro, 2010 

borges

vou confessar: meu almoço de São Valentim não foi assim tão feliz quanto eu imaginava. o final foi realmente ótimo, comemos as gelatinas de coração e fomos ver as exposições do J. Borges, Tide Hellmeister e John Graz na Caixa Cultural, curtindo no caminho uma cidade vazia e silenciosa. tudo perfeito. menos a tortilla, que seria o prato principal do almoço. que desastre! acho que usei uma frigideira muito pequena e aqueci demais o azeite, então enquanto a parte de baixo já dava sinais de estar queimando, a parte de cima estava crua. comecei a mexer, cutucar, até que virei a tortilla - antes da hora. e como a parte de cima estava mole, a tortilla toda se despedaçou. comemos então uma mistura de partes muitos queimadas e duras com partes meio molengas, um horror.

e enquanto eu comia a gororoba me lembrei de um trecho do My life in France, da Julia Child, que eu lera no dia anterior. ela contava justamente de um almoço desastroso que fizera pra uma amiga, a receita tinha dado errado mas ela não se desculpou, nem resmungou e a amiga não comentou nada. Julia explicou que errar faz parte, mas ninguém precisa ficar se desculpando pros convivas quando erra, porque isso só gera desconforto e constrangimento. nesses casos, o melhor é que o cozinheiro fique quieto, pense no seu erro e em como acertar da próxima vez. concordo, dona Julia! mas eu não consegui só pensar no meu erro e em como fazer diferente da próxima vez. resmunguei mentalmente e também em voz alta, durante o almoço todo. marido, pra me consolar, me disse que aquele era um almoço gostoso porque cheio de amor. tá vendo, dona Julia, se eu não tivesse falado nada, não teria recebido um elogio desses!

São Valentim na cozinha

14 de fevereiro, 2010 

Eu não costumo ficar ligada nas datas comerciais, tipo dia dos namorados, e muito menos nas datas importadas (afinal, hoje não é dia dos namorados no Brasil). Mas quando me dei conta de que tinha preparado gelatinas em formato de coração pra comer no almoço de hoje, achei uma feliz coincidência. E fazendo as contas, percebi que hoje a gente faz 11 meses de casados, então tudo bem fazer do almoço dominical uma comemoração mais romântica.

valentim

Essa gelatina tem sabor de canela e pedaços de pêra e uva. Peguei a receita num exemplar da La Cucina Italiana dedicado a receitas de verão. Sorvetes, gelatinas, sopas frias…tudo simples e muito saboroso. A revista estava na minha cozinha já fazia algumas semanas, porque eu andava paquerando uns sorvetes – e disposta a prepará-los mesmo sem sorveteira (já que a minha não funciona no meu freezer meia boca). Mas ando com uma preguiça sem fim, e acabei me encantando mais pela simplicidade das gelatinas. Só precisei fazer uma calda de açúcar, água e canela e picar uma pêra e algumas uvas – e hidratar e esquentar a gelatina, claro.

E eu gosto tanto das receitas da La Cucina Italiana, que me empolguei pra preparar outra receita dessa mesma edição: uma sopa fria de cenoura, tomate e aipo (que eu substituí por salsão e alho-poró). Com uma sopa fria de entrada e uma gelatina docinha de sobremesa, só me faltou o prato principal. Resolvi fazer uma tortilla de patatas, uma receita que dá pra duas pessoas. Marido me ajudou a picar as cebolas, descascar as batatas e acompanhou todo o preparo. Depois, dividimos a tortilla ao meio, comemos com uma saladinha e fomos felizes para o resto da tarde.

aula de empadinhas

06 de fevereiro, 2010 

empadi

o sol voltou e me deu uma baita vontade de comer empadinhas - não sei se foi um desejo de grávida, ou capricho de aniversariante. então eu pedi pra minha mãe me ensinar a prepará-las. a primeira lição veio antes mesmo da aula: empadinha gostosa se faz com banha, não com manteiga. a banha foi comprada no supermercado, num pacote de 1 kg. usamos 500g (fizemos duas receitas de massa) e o resto foi congelado.

manus

a massa é simplíssima de fazer; fica pronta em 5 minutos e aí é só preparar as forminhas de empadas (sem untar). enquanto minha mãe cuidava dessa parte, o forno preaqueceu e eu fiz os recheios: palmito com um pouco de tomate (e a água do palmito, pra dar mais sabor) e frango desfiadinho com tomilho e ervilha. daí, recheamos as empadinhas, não esquecendo de colocar uma azeitona sem caroço no meio do recheio.

azeito

pra tampar as empadas, é só pegar um pouco de massa, abrir na palma da pão, colocar sobre a forminha e tirar os excessos. pincelar com uma gema de ovo e levar pro forno: uns 35 minutos, até a massa ficar dourada. a parte mais complicada é tirar as empadinhas das formas, porque a massa é bem quebradiça. mas com calma (é bom esperar a empadinha esfriar), com jeitinho, tudo dá certo. as empadinhas podem ser reaquecidas no forno, ou comidas frias mesmo - nos dois casos, receberam nota 10 dos comensais.

frango

Empadinhas (rende cerca de 30, eu fiz 2 receitas para a quantidade de recheio especificada)

Massa:
- 500 g de farinha
- 250 g de banha
- 125g de manteiga
- 1 ovo
Misturar a farinha, a banha em pedaços e a manteiga e acrescentar o ovo. Se a massa estiver mole demais, acrescentar um pouco de farinha e deixar na geladeira por 30 minutos (coberta com filme plástico).

Azeitona da empada:
- calcule uma azeitona pequena e sem caroço pra cada empada (eu usei azeitonas petas)

Recheio de palmito:
- 400 g palmito em conserva bem picado
- 1 cebola bem picada
- 3 tomates bem maduros sem pele nem sementes, picados
- 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha bem picadas
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo
- água do palmito em conserva
- 1/ 2 xícara de leite
- sal e pimenta do reino a gosto
Numa panela, aquecça um pouco de azeite e fritar as cebolas. Quando estiverem transparentes, acrescente o tomate, o palmito e misture bem. Adicione a água do palmito, teste o sal e coloque a farinha misturada no leite. Mexa até que a mistura fique encorpada. Acrescente a salsinha e a cebolinha, corrija o tempero, tire do fogo e deixe esfriar.

Recheio de frango:
- 1 peito de frango cozido na palena de prssão com 1 cebol, louro, tomilho e água
- 1 cebola bem picada
- 1/2 lata de ervilha
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo
- 1 xícara de leite
- sal e pimenta do reino e noz moscada a gosto
Desfie o frango cozido e misture ao molhinho que se formou na panela de pressão. Numa panela, aqueça um pouco de azeite e frite as cebolas. Quando estiverem transparentes, acrescete o frango e a ervilha e misture bem. Adicione a farinha miasturada no leite. Mexa até que a mistura fique encorpada. Corrija o tempero, tire do fogo e deixe esfriar.

Preparo das empadinhas:
Com as mãos, pegue um pouco da massa e vá forrnado as forminhas - não precisa ficar muito grossa, o sfucinete para a amssa não quebrar. Coloque uma colher de chá do recheio e a azeitona, pegue m pouco de massa, abra na palma da mão e faça uma tampa redonda e coloque sobre a empada. Corte os excessos e peincele com gema de ovo. Asse as empadas em forno praquecido a 250 graus por cerca de 35 minuto, até que estejam douradas.