granola caseira tão gostosa que dispensa o leite

17 de janeiro, 2012 

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mas pode comer com leite também! é que na hora do lanche, eu prefiro a granola assim, natural. e do jeito que essa granola ficou, toda empelotadinha, é uma delícia comê-la direto com as mãos. eu e o Heitor aprovamos! só não consegui fotografar o menino comendo, porque tá difícil ele ficar na mesma posição por mais que 5 segundos…

essa receita veio daqui, mas eu adaptei ao gosto e condições da casa: curto uva passa, tinha castanha do Pará e amêndoas em lasca dando sopa, e o meu mel é bem escuro. só achei que a granola ficou meio úmida, deixei no forno por mais 20 minutos além do que a receita indicava pra ver se elea secava um mais. ela secou um pouco, mas ainda ficou úmida….o que pra mim não é problema nenhum, ficou ainda mais gostosa!

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Granola (rende mais ou menos 450g)

Ingredientes
- 2 xícaras de aveia em flocos
- 1 colher (chá) de canela em pó
- 1 colher (chá) de sal
- 3 colheres (sopa) + 1 colher (chá) de óleo vegetal
- ¼ xícara de mel
- ¼ xícara de açúcar mascavo
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha
- 1/3 xícara de amêndoas em lasca
- 1/3 xícara de castanhas do Pará picadas
- 2/3 xícara de uvas passas (usei metade de brancas e metade de escuras)

Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180°C; forre uma assadeira grande, de beiradas baixas, com papel manteiga (ou use silpat).
Em uma tigela grande, misture a aveia, a canela e o sal. Em otra tigela, misture bem o óleo, o mel, o açúcar mascavo e a baunilha até homogeneizar. Despeje os ingredientes líquidos sobre a mistura de aveia e use as mãos para incorporá-los: segure porções da mistura nas mãos, fechando-as e apertando-as. Repita até que toda a aveia esteja recoberta pela mistura de mel.
Transfira a mistura para a assadeira preparada. Asse por 10 minutos, retire do forno e vire a granola. Salpique com as castanhas e volte ao forno. Asse por mais 5 minutos, retire do forno e vire novamente a granola. Salpique com as amêndoas e volte ao forno por mais 10 minutos. Retire e deixe esfriar completamente. Se a granola ainda estiver muita úmida por causa da mistura de mel, desligue o forno e deixe a assadeira dentro dele por mais uns 20 minutos.
Salpique com as passas e use as mãos para transferir a granola para um pote hermético.

toni

pão caseiro infalível

10 de agosto, 2011 

ando meio preguiçosa pra experimentar receitas novas, principalmente na hora de fazer pão. então tenho alternado pão de fôrma integral (receita do livro 400g, que pra quem não conhece, eu super recomendo) com esse pão de leite deliciosamente macio e que não dura mais que dois dias aqui em casa. mas ontem à noite, eu queria algo mais simples e resolvi fazer a receita de pão infalível da Neide Rigo. eu já fiz algumas receitas de pães do blog dela e sempre fiquei satisfeita com o resultado. então decidi testar mais esse.

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ele é super simples de preparar, a massa é bem fácil de trabalhar, só precisei colocar um pouco mais de farinha de trigo porque achei que a massa estava muito líquida e mole. dividi a massa em duas e fiz dois rocamboles, sem recheio. um deles (o da foto) ficou com um formato meio de Barbapapa, mas isso não comprometeu em nada sua textura nem seu sabor. minha mãe me ensinou que não se deve comer pão recém-saído do forno, é melhor esprrar esfriar, mas eu não resisti e logo comi duas fatias do pão. infalível e incrível! aliás, eu tirei essa foto com duas fatias de pão no prato porque quando o pão é bom, eu não me contento com uma só fatia - na verdade, eu tenho comido uma e meia, a outra metade vai para o Heitor, que pica pedacinhos e coloca na boca (dele, minha, do papai e de quem mais estiver por perto). e quando o pão é bom não precisa de mais nada: nem manteiga, queijo, geléia, mel… é assim que tenho comido esse pão. ai delícia.

macarrão gostoso para almoço de dia dos namorados pouco glamouroso

16 de junho, 2011 

macarr

eu não sei como foi o seu dia dos namorados, mas o meu foi bem pouco glamouroso. não teve rosas vermelhas, nem champagne, nem bombons, nem cartão de coração, nem bossa nova, nem bistrozinho francês. e sabe? foi muito bom. é que afrodisíaca, pra mim, é a vida como ela é: sem a trilha sonora e o photoshop dos anúncios, sem os frufrus que insistem em tentar nos vender, sem grandes epifanias. o dia-a-dia, com suas feiúras e dores, seu tédio e repetições, e também, porque não, quando dá, gratas surpresas, pequenos milagres, é o que eu gosto, é meu combustível. então nosso dia dos namorados foi exatemente um reflexo do que somos e de como estamos agora: uma família, nós quatro: papai, mamãe, Nina e Heitor. com tempo curto, um apê grande pra cuidar, muitas responsabilidades, coluna arrebentada de ficar inclinados segurando o Heitor que dá seus primeiros passos. e muito amor.

o domingo começou com uma ida ao sacolão, depois ao supermercado (olha que glamouroso: compramos até tábua de passar roupa, em pleno dia dos namorados!), onde encontramos um casal de amigos que também têm um bebê, e mais um amigo solteiro (que comparou as três sacolinhas de compras dele com o nosso carrinho lotado de coisas). de lá, corremos pra casa, a hora do almoço do Heitor já tinha passado, ele estava bravo, desci do carro com ele, subimos correndo, esquentei a papinha (músculo, mandioquinha, espinafre, arroz integral), ele comeu, depois esfregou as duas mãos no prato (e depois na testa), não me deixou tirar o babador, andou um pouco e quis sentar na cozinha. aproveitei e comecei a fazer o almoço: macarrão com legumes fresquinhos: abobrinhas em tiras, cenourinhas em pedaços, cogumelos de Paris fatiados. tudo temperado com azeite, sal e tomilho.

lolo

quando o marido trouxe as compras, enquanto a gente desembalava tudo (e o Heitor continuava sentado, examinando uma cebola), resolvermos tomar um drinque, um pisco sour pronto que trouxe do Chile. ah, pelo menos tomamos em taças de champagne! brindamos de pé, no meio de uma dúzia de caquis, da tábua de passar roupa, de rolos de papel higiênico.

pisco

montamos a mesa na sala, que é onde a cadeirinha do Heitor está, e onde a gente imaginou que ele ficaria durante o almoço. mas não: depois de se entediar com a cebola, ele pediu pra levantar, ensaiou alguns passos e sentou de novo. e a gente almoçou tranquilamente, escutando uma mistura de Racionais com “cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé”, espiando o Heitor, bebericando pisco sour, com o coração feliz.

principe

imperador

challah do Panelinha

27 de maio, 2011 

challah

ontem voltei do trabalho decidida a fazer pão. estava cansada do pão francês da padoca da esquina (ruinzinho) ou de pagar rios de dinheiro por pães um pouco mais elaborados (integrais, com fibras e passas) da padaria um pouco mais distante. e tinha farinha, fermento, mel na despensa e algum tempo sobrando. só não queria fazer, como tenho feito a cada 15 dias, pão de forma integral. eu precisava de algo diferente. então abri um livro, abri outro, até chegar no Vegetarian cooking for everyone, da Deborah Madison. e cair na receita de challah, o pão judaico que é bem parecido com a brioche, mas mais simples de preparar.

eu só tinha comido challah uma vez, e na versão doce: no pain perdu do restaurante AK que comi de sobremesa do almoço no dia em que o Heitor nasceu… mais um motivo pra preparar o pão: conhecer seu gosto ao natural. mas a receita da Deborah pedia fermento seco, e eu só tinha fresco, então resolvi procurar outras. e me lembrei da receita de challah do Panelinha, site que nunca me decepcionou (as receitas funcionam e são gostosas). acabei ficando com essa receita, que também pede fermento seco, mas achei a fórmula de conversão de fermentos no blog La cucinetta, que é uma fonte de conhecimento confiável para os casos em que minha mãe não sabe a resposta às minhas dúvidas culinárias. e preparei rapidamente a massa de challah, que em uma hora dobrou de volume, foi dividida em seis partes, que se transformaram em rolos de 30 cm e que por sua vez viraram 2 tranças, ou 2 pães. um deles, depois da segunda fermentação, eu coloquei em uma fôrma de bolo inglês de cerca de 18 cm. o outro, eu assei numa assadeira de biscoitos, sobre uma folha de silpat.

pouco depois da meia-noite, retirei as challás do forno, e me segurei para não cortá-las naquele instante mesmo. o cheiro e o aspecto delas era tentador. apaguei as luzes da cozinha e fui deitar, torcendo pra dormir logo e não pensar mais nelas. hoje cedo, finalmente provei um pedaço. depois comi outro. e mais outro. depois me reprimi (eu já estava pensando em pegar mais um). oferecei pra galera de casa (hoje era dia de marido, babá e faxineira por aqui) e todo mundo se acabou de comer. tanto é que uma das challás, a maior, assada na assadeira, já tinha desaparecido quando eu voltei do trabalho. e marido implorou pra abrir a outra, aquela que assei na fôrma de bolo inglês. acabei cedendo, mas pedi pra antes tirar uma foto. uma não, duas. uma só da challah e outra dos dedinhos curiosos do Heitor, que ainda não provou pão, mas daqui a uns meses certamente será fã de challah - espia só a cara dele…

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ah, a receita da challah do Panelinha está…no Panelinha!

o melhor muffin do mundo

23 de maio, 2011 

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na semana passada, estive no Chile, onde me acabei de comer sorvete de amora e kuchen de framboesa. no aeroporto, quase embarcando pra SP e ainda entusiasmada com as frutas do bosque, pedi um muffin de mirtilos. que decepção! as frutas estavam ótimas, mas a massa era seca, meio dura e sem gosto. no dia seguinte, já em casa e pensando em fazer um café da manhã especial no sábado (pra agradecer o marido que cuidou muito bem do pequeno enquanto eu estava fora), resolvi comprar amoras e fazer muffins. mas eu não estava muito animada com essa receita, que é incrível e super tradicional aqui em casa. queria algo com mais gosto de amoras e menos limão. então na sexta à noite, depois que o Heitor dormiu, consultei o google e encontrei essa receita. gostei da ideia da farofinha com nozes, da pouca quantidade de limão e resolvi arriscar. e olha, não me arrependo nem um pouco. estes muffins são cheirosos, macios, doces na medida, leves, com gosto de amora, uma pitadinha de canela, um cheirinho de limão e o crocantezinho das nozes… marido, depois da primeira mordida, declarou: são os melhores muffins da história. eu diria que são os melhores do mundo. é sério. façam, se der! eu usei amoras frescas, mas dá pra fazer com as congeladas - nesse caso, é bom deixar elas descongelarem e soltarem bastante água antes de usar. e tenho certeza que usar creme de leite fresco (a receita original pedia buttermilk) faz muita diferença na textura e consistência dos muffins. ai ai. pena que hoje é segunda. e os muffins acabaram no próprio sábado!

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Muffins de amora com farofinha de nozes (12 muffins)

Ingredientes para a cobertura:
- 1/3 xícara de açucar
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo
- raspas de 1/2 limão siciliano
- 2 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
- 1/2 xícara de nozes picadas

Ingredientes para os muffins:
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 3/4 de xícara de açucar
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- raspas de meio limão siciliano
- 1/4 colher de chá de sal
- 1 ovo, batido
- 5 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
- 1 xícara de creme de leite fresco
- 1/2 xícara de leite
- 1 xícara de amoras

Preparo:
Preaqueça o forno a 180 graus. Unte 12 forminhas de muffins com manteiga (a não ser que esteja usando formas de silicone; nesse caso, não precisa untar).

Para fazer a cobertura: em uma tigela pequena, misture o açucar, farinha, as raspas de limão e a manteiga derretida até que mistura fique parecendo uma farofa. Acrescente as nozes picadas e reserve.

Para fazer os muffins: mistura a farinha, o açucar, o fermento, o bicarbonato, a canela, as raspas de limão e o sal. Adicione os ovos, o creme de leite, o leite e a menteiga derretida. Adicione as amoras e misture rapidamente, tomando cuidado para não desmanchar a fruta. Coloque a massa nas formas de muffin e cubra com a farofinha. Leve para assar por 30 minutos, ou até que massa esteja dourada e ao inserir um palito nela, ele saia seco. Espere esfriar um pouco, desenforme e aproveite!