
hoje o dia começou como sempre começa: ouvi o Heitor miar, levantei da cama, olhei as horas, peguei ele no berço, dei bom dia, conversamos, sentei na poltrona, ele mamou, arrotou, conversou com a manta de crochê, agitou os braços quando a Nina entrou no quarto, reclamou quando eu deitei ele no trocador, brincou com a fralda limpa enquanto eu jogava a velha no lixo, tentou arrancar meus óculos quando eu o sentei pra vestir um casaco, sorriu quando eu abri a janela do quarto dele e ficou passando a mão no vidro, agitou os braços enquanto eu o carregava até a porta de casa, deu um grito animado quando eu abri a porta e peguei o jornal, agitou o braço quando viu a Nina ao nosso lado e deu outro grito animado quando eu servi a ração e ela começou a comer, resmungou quando eu o coloquei no carrinho pra poder preparar o café do manhã, ficou tranquilo quando eu dei duas tampas tupperware pra ele brincar. até aquele momento, estava tudo normal, e, arrisco dizer, igual a todos os outros dias. até que eu abri a porta do freezer, e descobri que não tinha mais nenhuma fatia do meu pão integral congelado. olhei pela janela, vi um dia cinza… abri o vidro e senti um arzinho gelado. não valia a pena tirar o Heitor do carrinho, colocá-lo no Baby Bjorn e ir até a padaria decente mais próxima com um tempo daqueles (ventinho frio e possibilidade de garoa a qualquer instante). então resolvi fazer scones. mas scones levam manteiga, muita manteiga, e quando abri a geladeira, descobri que eu não tinha o suficiente nem pra cobrir uma bolacha água e sal.
recorri ao meu melhor amigo pra cafés da manhã diferentes, o livro Baking, da Dorie Greenspan (sério, acho que é o livro que mais uso e que mais cito por aqui). encontrei uma receita de biscuits, que são primos dos scones e um pouco mais corcantes que pães de minuto, e que não levava manteiga, e sim creme de leite fresco. hm. abri a geladeira de novo. alegria das alegrias: eu tinha creme de leite fresco. ufa: a quantidade suficiente para a receita, ou seja, um pouco mais de uma xícara. liguei o forno, separei os ingredientes, preparei a massa, abri, cortei e coloquei no forno pra assar em menos de 15 minutos- tempo suficiente pro Heitor enjoar das tampas de Tupperware, jogá-las no chão, tirar a chupeta da boca, arremessá-la pro outro lado da cozinha (até agora não consegui encontrá-la) e começar a se agitar todo pedindo pra sair do carrinho.
enquanto os meus pãezinhos assavam, Heitorzinho foi retirado do carrinho, sentou no chão da sala, se acalmou, encontrou outra diversão (um livro de pano), papai acordou e desceu pra comprar um tablete de manteiga pra podermos besuntar os pães dourados e quentinhos. ah, eu nunca contei aqui, mas nós moramos em cima de uma padaria, então ele particamente não tomou friagem nenhuma, e voltou com a manteiga em menos de 5 minutos. (pois é, nessa padoca eu até compro manteiga, mas pão, JAMAIS).
pãezinhos de minuto leves, crocantes, dourados, deliciosos e descomplicados (cerca de 12)
Ingredientes
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 2 colheres de chá de açucar
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 xícara de creme de leite fresco
Preparo
Prepaqueça o forno a 220 graus.
Em uma tigela média, peneire a farinha, fermente, sal e açucar e misture bem. Acrescente o creme de leite, misture tudo com um garfo até obter uma massa homogênea. Se precisar, coloque um pouquinho mais de creme de leite.
Abra a massa em uma superfície enfarinhada, até ela estar com mais ou menos 3 cm de altura. Com a ajuda de cortadores de biscoito, ou tampas redondas de 5 cm de diâmetro, corte a massa e coloque os pãezinhos em uma assadeira untada com farinha.
Leve-os para assar até que estejam dourados por fora.






