por onde anda a Lidimes?

07 de julho, 2011 

às vezes até eu me pergunto onde estou. é tanta coisa acontecendo, o ritmo puxado do trabalho, a correria com o filhote, um curso de estatística que me obriga a fazer lição toda noite, as coisas de casa que estão sempre atrasadas, uma sopinha pra fazer aqui, um livro pra terminar ali….e esse blog está abandonado! mas não me abandonem, queridos leitores! prometo que volto com mais frequência, com receitas deliciosas (e cada vez mais simples…). aliás, tenho um monte de coisa pra postar, os muffins de milho que fiz pra primeira festa junina do Heitor, um cheesecake de limão e maracujá que já nem lembro quando saiu do forno, uma aula de sopas que rolou em casa (com muitas dicas pra quem quer deixar de lado as sopas prontas, para todo o sempre), uma torta de frango com um recheio incrível, a primeira comida de gente grande do Heitor….e também sei que estou devendo respostas pra vários leitores que querem saber sobre bolo prestígio, formas de muffins e etc. por favor, me perdoem pela ausência! prometo que as coisas vão melhorar.

mas nos próximos 10 dias….a correria por aqui só vai aumentar. é que no dia 15 o Heitor faz um ano e nós decidimos fazer duas festas (pra que facilitar se a vida pode ser mas complexa e trabalhosa? esse é o meu lema). então desde a semana passada estou planejando tudo e já produzindo algumas coisas. andei visitando muitos blogs e sites de festas infantis e fiquei chocada com as tendências atuais. as festas de bebês têm cara de evento corporativo! é tudo personalizado, ultra arrumado, combinado, Martha Stewartizado, coberto com pasta americana, decorado com muitas tags e tops e wrappers…. até garrafa de água mineral com etiqueta com o nome da criança e o tema da festa já inventaram. pára tudo, minha gente!

bandei

eu sou old school, curto festa com toalha de papel crepom, brigadeiro comum na forminha de alumínio, gelatina colorida no copinho, enroladinho de salsicha e língua de sogra. esse vai ser o espírito das duas festas do Heitor: a da turma da praça e a da família. tudo muito colorido, nada super combinando, muita coisa feita em casa (os convites, os brigadeiros, o bolo de morango, os enroladinhos e algumas decorações) aproveitando coisas que estão encostadas por aqui. como esse tecido, lindo lindo, que um dia eu comprei pra fazer uma toalha de piquenique. pronto: virou a toalha da festa da praça. estendi na mesa de jantar outro dia e comecei a compor o resto da festa, com pratinhos, forminhas e copinhos que fui encontrando no armário. adorei o resultado (calma, não vai ficar tão carregado quanto ficou na segynda foto). só vou incrementar com umas bexigas coloridas.

toapra

toapra2

e essa jarra incrível, que tem tudo a ver com festa na praça? comprei logo três, lá na 25.

abac

e pra finalizar, lembrancinhas na cestinha de piquenique. maraca, lapizão de cor e um potinho com doce de abóbora. ué, mas e essa marmitinha da foto? essa é segredo, por enquanto ;-)

lembr

macarrão gostoso para almoço de dia dos namorados pouco glamouroso

16 de junho, 2011 

macarr

eu não sei como foi o seu dia dos namorados, mas o meu foi bem pouco glamouroso. não teve rosas vermelhas, nem champagne, nem bombons, nem cartão de coração, nem bossa nova, nem bistrozinho francês. e sabe? foi muito bom. é que afrodisíaca, pra mim, é a vida como ela é: sem a trilha sonora e o photoshop dos anúncios, sem os frufrus que insistem em tentar nos vender, sem grandes epifanias. o dia-a-dia, com suas feiúras e dores, seu tédio e repetições, e também, porque não, quando dá, gratas surpresas, pequenos milagres, é o que eu gosto, é meu combustível. então nosso dia dos namorados foi exatemente um reflexo do que somos e de como estamos agora: uma família, nós quatro: papai, mamãe, Nina e Heitor. com tempo curto, um apê grande pra cuidar, muitas responsabilidades, coluna arrebentada de ficar inclinados segurando o Heitor que dá seus primeiros passos. e muito amor.

o domingo começou com uma ida ao sacolão, depois ao supermercado (olha que glamouroso: compramos até tábua de passar roupa, em pleno dia dos namorados!), onde encontramos um casal de amigos que também têm um bebê, e mais um amigo solteiro (que comparou as três sacolinhas de compras dele com o nosso carrinho lotado de coisas). de lá, corremos pra casa, a hora do almoço do Heitor já tinha passado, ele estava bravo, desci do carro com ele, subimos correndo, esquentei a papinha (músculo, mandioquinha, espinafre, arroz integral), ele comeu, depois esfregou as duas mãos no prato (e depois na testa), não me deixou tirar o babador, andou um pouco e quis sentar na cozinha. aproveitei e comecei a fazer o almoço: macarrão com legumes fresquinhos: abobrinhas em tiras, cenourinhas em pedaços, cogumelos de Paris fatiados. tudo temperado com azeite, sal e tomilho.

lolo

quando o marido trouxe as compras, enquanto a gente desembalava tudo (e o Heitor continuava sentado, examinando uma cebola), resolvermos tomar um drinque, um pisco sour pronto que trouxe do Chile. ah, pelo menos tomamos em taças de champagne! brindamos de pé, no meio de uma dúzia de caquis, da tábua de passar roupa, de rolos de papel higiênico.

pisco

montamos a mesa na sala, que é onde a cadeirinha do Heitor está, e onde a gente imaginou que ele ficaria durante o almoço. mas não: depois de se entediar com a cebola, ele pediu pra levantar, ensaiou alguns passos e sentou de novo. e a gente almoçou tranquilamente, escutando uma mistura de Racionais com “cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé”, espiando o Heitor, bebericando pisco sour, com o coração feliz.

principe

imperador

desarmamento - das crianças, dos adultos, dos espíritos

11 de abril, 2011 

eu sei. esse é um blog sobre comida. mas eu não sou só cozinheira - aliás, sou cada vez menos cozinheira e cada vez mais múltipla, praticamente um bombril. então me permiti blogar sobre outro assunto aqui: desarmamento. que quem me conhece, sabe que é uma das grandes causas do meu trabalho. e não é por uma questão de gosto, por achar que arma é feia, suja, malcheirosa, deselegante. não. é por uma questão de segurança pública. o Brasil vive uma epidemia de violência armada assustadora. que já melhorou um pouco nos últimos anos graças ao Estatuto do Desarmamento. mas precisamos e podemos melhorar mais. o caminho? fazer todas as medidas previstas nesta lei saírem do papel. botar o povo pra trabalhar: Exército, Polícia Federal, polícias estaduais, congressistas. e também, estimular as pessoas a entregarem suas armas. e disseminar a ideia, na sociedade, que ter arma não é bacana. não protege ninguém, não faz ninguém ser mais macho, mais sexy, mais esperto.

desarmamento_infantil_500

é por isso que, entre hoje e 15 de abril, o Sou da Paz, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar, está promovendo a Semana do Desarmamento Infantil. a ideia é difundir a desvalorização da arma de fogo por meio da troca de armas de brinquedo por brinquedos – além de disseminar informações sobre a entrega de armas de fogo para os adultos. a campanha está acontecendo na região do M’Boi Mirim, onde ficam os bairros Jardim São Luis e Jardim Ângela. bases da PM e da Guarda Civil Metropolitana estão funcionando como como postos de troca, além de mais de 150 escolas públicas e particulares da região. só hoje, já foram entregues mais de 1100 armas de brinquedo! e teve adulto que recebeu o folhetinho entregue às crianças, se convenceu sobre o perigo de ter uma arma de fogo em casa e decidiu se desfazer da arma! é sério. e muito bacana. acho que até o final da semana, teremos muitas notícias legais. quer saber mais? acesse o blog do Plano de Controle de Armas na cidade de SP.

PS: eu decidi escrever sobre isso aqui pra participar de uma blogagem coletiva sobre desarmamento. se você também quer participar, clique aqui e se inspire!

as papinhas do Heitor

23 de fevereiro, 2011 

já faz uma semana que o Heitor começou a almoçar papinhas salgadas, e está indo melhor do que se esperava. quer dizer, eu não sabia muito o que esperar, mas já tinha ouvido muitas histórias de bebês que passam dias, semanas até, só cuspindo a comida. pelo histórico dele com as papinhas de frutas (gostou delas desde o primeiro dia, à exceção da papaia, que ele parece detestar), achei que havia uma chance dele curtir as papinhas salgadas, mas não imaginei que em tão pouco tempo ele estaria comendo tão bem - nos três primeiros dias, aceitou cinco colheradas e depois passou a comer um prato cheio (mais ou menos 150 gramas). pena que não tenho nenhuma foto decente destes almoços, porque eles têm sido bastante agitados: Heitor decidiu que só come de pé, balançando os braços e dando pulinhos (por isso a foto está desfocada…).

chuchumomo

essa passagem do peito pra papinha me deixou tranquila e um pouco mais livre. sou totalmente favorável à amamentação, acredito em todos os seus benefícios, mas posso dizer, por experiência própria, que não é uma fase fácil: é preciso ter dedicação, energia, muita organização e, mais do que isso, muito apoio da família e dos empregadores! só consegui continuar amamentando até agora por causa disso, por ter flexibilidade no trabalho, pela ajuda do meu marido, por todo o apoio e orientação do pediatra, por ter um freezer decente que me permite estocar leite sem problemas e por ter condições financeiras de arcar com a ajuda de três consultoras de amamentação. acho que todo esse esforço valeu a pena e faria tudo de novo, mas já estava ficando exausta de ter que organizar minha vida pra estar em casa a cada 3 horas (ainda mais numa cidade difícil como São Paulo), de não poder passar o dia todo fora, não almoçar com os colegas da firrrrrrma, enfim, coisas bobas mas que também são importantes na vida de uma mãe. então é bom ver meu filho mais independente, ainda mais sabendo que ele está bem alimentado, lindo, saudável e muito feliz.

familia

ah, e para os curiosos, alguns detalhes sobre as papinhas. aqui em casa elas não são feitas todos os dias, fazemos uma quantidade suficiente pra 3 dias, separamos em potinhos, que são congelados e descongelados (em banho-maria) na hora do almoço. até agora, as papinhas foram de: abóbora japonesa, brocoli, cebola e carne moída; inhame, chcuchu, espinafre e peito de frango; mandioquinha, espinafre, couve-flor e peito de frango. e amanhã ele vai comer fígado de frango (tadinho!) com batata doce, couve e chuchu.

pratinho

o primeiro suco do Heitor

17 de janeiro, 2011 

heitorsuc

no sábado o Heitor fez seis meses e tomou seu primeiro suco: duas ameixas frescas, bem doces, recém compradas na feira, batidas com um nadinha de água, coadas, servidas no copo de transição com todo amor e carinho (e uma certa dose de ansiedade da mamis). eu já tinha lido que os pais não deveriam esperar que o primeiro contato de seu bebê com alimentos diferentes do leite materno fosse grande coisa: seria um momento curtíssimo, com direito a muitas caretas e cusparadas. mas isso não diminuiu em nada minha ansiedade e as expectativas para a grande estréia do filhote. preparei o suco, preparei a máquina fotográfica, posicionei o menino no carrinho, chamei o papis, demos o copinho pra ele que, instintivamente, levou o bico à boca (assim como ele faz com qualquer coisa, de dedos a folhas de jornal, passando pelos meus óculos). um segundo se passou. dois segundos se passaram, e ele continuava com o bico na boca. mais uns milésimos de segundo…e ele tirou o bico. fez careta, soltou o copo, que rolou no seu colo. conversamos com ele, peguei o copo, coloquei de volta nas mãos dele, peguei a máquina fotográfica, ele levou o bico à boca. mais alguns segundos. outra careta. largou o copo. outra careta. dei o copo de novo. levou à boca e logo em seguida já fez o copo voar longe. a careta, dessa vez, foi mais feia, prenúncio de choro. se contorceu todo, com irritação, pedindo pra sair do carrinho. foi parar no colo do papis. acabou a estréia. tomei o resto do suco (dos 30 ml previstos, ele tomou 10), estava tão bom, doce, fresco! no dia seguinte, teve mais suco de ameixa, e a reação dele foi a mesma: 10 ml ingeridos, muitas caretas, um quase-choro. e eu tomei mais um bocado desse suco, que eu nunca tinha provado e é tão gostoso…