pão caseiro infalível

10 de agosto, 2011 

ando meio preguiçosa pra experimentar receitas novas, principalmente na hora de fazer pão. então tenho alternado pão de fôrma integral (receita do livro 400g, que pra quem não conhece, eu super recomendo) com esse pão de leite deliciosamente macio e que não dura mais que dois dias aqui em casa. mas ontem à noite, eu queria algo mais simples e resolvi fazer a receita de pão infalível da Neide Rigo. eu já fiz algumas receitas de pães do blog dela e sempre fiquei satisfeita com o resultado. então decidi testar mais esse.

paoinfa

ele é super simples de preparar, a massa é bem fácil de trabalhar, só precisei colocar um pouco mais de farinha de trigo porque achei que a massa estava muito líquida e mole. dividi a massa em duas e fiz dois rocamboles, sem recheio. um deles (o da foto) ficou com um formato meio de Barbapapa, mas isso não comprometeu em nada sua textura nem seu sabor. minha mãe me ensinou que não se deve comer pão recém-saído do forno, é melhor esprrar esfriar, mas eu não resisti e logo comi duas fatias do pão. infalível e incrível! aliás, eu tirei essa foto com duas fatias de pão no prato porque quando o pão é bom, eu não me contento com uma só fatia - na verdade, eu tenho comido uma e meia, a outra metade vai para o Heitor, que pica pedacinhos e coloca na boca (dele, minha, do papai e de quem mais estiver por perto). e quando o pão é bom não precisa de mais nada: nem manteiga, queijo, geléia, mel… é assim que tenho comido esse pão. ai delícia.

challah do Panelinha

27 de maio, 2011 

challah

ontem voltei do trabalho decidida a fazer pão. estava cansada do pão francês da padoca da esquina (ruinzinho) ou de pagar rios de dinheiro por pães um pouco mais elaborados (integrais, com fibras e passas) da padaria um pouco mais distante. e tinha farinha, fermento, mel na despensa e algum tempo sobrando. só não queria fazer, como tenho feito a cada 15 dias, pão de forma integral. eu precisava de algo diferente. então abri um livro, abri outro, até chegar no Vegetarian cooking for everyone, da Deborah Madison. e cair na receita de challah, o pão judaico que é bem parecido com a brioche, mas mais simples de preparar.

eu só tinha comido challah uma vez, e na versão doce: no pain perdu do restaurante AK que comi de sobremesa do almoço no dia em que o Heitor nasceu… mais um motivo pra preparar o pão: conhecer seu gosto ao natural. mas a receita da Deborah pedia fermento seco, e eu só tinha fresco, então resolvi procurar outras. e me lembrei da receita de challah do Panelinha, site que nunca me decepcionou (as receitas funcionam e são gostosas). acabei ficando com essa receita, que também pede fermento seco, mas achei a fórmula de conversão de fermentos no blog La cucinetta, que é uma fonte de conhecimento confiável para os casos em que minha mãe não sabe a resposta às minhas dúvidas culinárias. e preparei rapidamente a massa de challah, que em uma hora dobrou de volume, foi dividida em seis partes, que se transformaram em rolos de 30 cm e que por sua vez viraram 2 tranças, ou 2 pães. um deles, depois da segunda fermentação, eu coloquei em uma fôrma de bolo inglês de cerca de 18 cm. o outro, eu assei numa assadeira de biscoitos, sobre uma folha de silpat.

pouco depois da meia-noite, retirei as challás do forno, e me segurei para não cortá-las naquele instante mesmo. o cheiro e o aspecto delas era tentador. apaguei as luzes da cozinha e fui deitar, torcendo pra dormir logo e não pensar mais nelas. hoje cedo, finalmente provei um pedaço. depois comi outro. e mais outro. depois me reprimi (eu já estava pensando em pegar mais um). oferecei pra galera de casa (hoje era dia de marido, babá e faxineira por aqui) e todo mundo se acabou de comer. tanto é que uma das challás, a maior, assada na assadeira, já tinha desaparecido quando eu voltei do trabalho. e marido implorou pra abrir a outra, aquela que assei na fôrma de bolo inglês. acabei cedendo, mas pedi pra antes tirar uma foto. uma não, duas. uma só da challah e outra dos dedinhos curiosos do Heitor, que ainda não provou pão, mas daqui a uns meses certamente será fã de challah - espia só a cara dele…

dsc04975

ah, a receita da challah do Panelinha está…no Panelinha!

pãezinhos prum dia de chuva e sem manteiga

19 de março, 2011 

creme

hoje o dia começou como sempre começa: ouvi o Heitor miar, levantei da cama, olhei as horas, peguei ele no berço, dei bom dia, conversamos, sentei na poltrona, ele mamou, arrotou, conversou com a manta de crochê, agitou os braços quando a Nina entrou no quarto, reclamou quando eu deitei ele no trocador, brincou com a fralda limpa enquanto eu jogava a velha no lixo, tentou arrancar meus óculos quando eu o sentei pra vestir um casaco, sorriu quando eu abri a janela do quarto dele e ficou passando a mão no vidro, agitou os braços enquanto eu o carregava até a porta de casa, deu um grito animado quando eu abri a porta e peguei o jornal, agitou o braço quando viu a Nina ao nosso lado e deu outro grito animado quando eu servi a ração e ela começou a comer, resmungou quando eu o coloquei no carrinho pra poder preparar o café do manhã, ficou tranquilo quando eu dei duas tampas tupperware pra ele brincar. até aquele momento, estava tudo normal, e, arrisco dizer, igual a todos os outros dias. até que eu abri a porta do freezer, e descobri que não tinha mais nenhuma fatia do meu pão integral congelado. olhei pela janela, vi um dia cinza… abri o vidro e senti um arzinho gelado. não valia a pena tirar o Heitor do carrinho, colocá-lo no Baby Bjorn e ir até a padaria decente mais próxima com um tempo daqueles (ventinho frio e possibilidade de garoa a qualquer instante). então resolvi fazer scones. mas scones levam manteiga, muita manteiga, e quando abri a geladeira, descobri que eu não tinha o suficiente nem pra cobrir uma bolacha água e sal.

recorri ao meu melhor amigo pra cafés da manhã diferentes, o livro Baking, da Dorie Greenspan (sério, acho que é o livro que mais uso e que mais cito por aqui). encontrei uma receita de biscuits, que são primos dos scones e um pouco mais corcantes que pães de minuto, e que não levava manteiga, e sim creme de leite fresco. hm. abri a geladeira de novo. alegria das alegrias: eu tinha creme de leite fresco. ufa: a quantidade suficiente para a receita, ou seja, um pouco mais de uma xícara. liguei o forno, separei os ingredientes, preparei a massa, abri, cortei e coloquei no forno pra assar em menos de 15 minutos- tempo suficiente pro Heitor enjoar das tampas de Tupperware, jogá-las no chão, tirar a chupeta da boca, arremessá-la pro outro lado da cozinha (até agora não consegui encontrá-la) e começar a se agitar todo pedindo pra sair do carrinho.

enquanto os meus pãezinhos assavam, Heitorzinho foi retirado do carrinho, sentou no chão da sala, se acalmou, encontrou outra diversão (um livro de pano), papai acordou e desceu pra comprar um tablete de manteiga pra podermos besuntar os pães dourados e quentinhos. ah, eu nunca contei aqui, mas nós moramos em cima de uma padaria, então ele particamente não tomou friagem nenhuma, e voltou com a manteiga em menos de 5 minutos. (pois é, nessa padoca eu até compro manteiga, mas pão, JAMAIS).

pãezinhos de minuto leves, crocantes, dourados, deliciosos e descomplicados (cerca de 12)

Ingredientes
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 2 colheres de chá de açucar
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 xícara de creme de leite fresco

Preparo
Prepaqueça o forno a 220 graus.
Em uma tigela média, peneire a farinha, fermente, sal e açucar e misture bem. Acrescente o creme de leite, misture tudo com um garfo até obter uma massa homogênea. Se precisar, coloque um pouquinho mais de creme de leite.
Abra a massa em uma superfície enfarinhada, até ela estar com mais ou menos 3 cm de altura. Com a ajuda de cortadores de biscoito, ou tampas redondas de 5 cm de diâmetro, corte a massa e coloque os pãezinhos em uma assadeira untada com farinha.
Leve-os para assar até que estejam dourados por fora.

fazer pão é a solução

04 de janeiro, 2011 

poucas horas depois de voltar pra SP eu já estava no maior bode, na fossa mesmo, com a impressão de que esse ano será mais um repeteco de todos os anteriores, chato, sem graça. essa sensação só piorou quando me vi numa fila imensa de supermercado, com um troglodita empatando a vida de todo mundo porque se recusava a empacotar ele mesmo suas compras (enquanto ele fingia que procurava alguma coisa em sua enorme e envernizada carteira, a caixa e um auxiliar se esforçavam ao máximo pra empacotar o conteúdo de dois carrinhos de compras do imbecil no menor tempo possível). bati o olho na minha modesta cestinha de compras: alface, peito de peru, tomate e maçãs. suspirei. lá estava eu, de novo, começando mais uma dieta. tudo igual… que saco, que tédio!

felizmente, quando eu cheguei em casa, ainda com raiva do troglô do supermercado e ensopada, me lembrei de que tinha deixado uma massa de pão fermentando na cozinha. e ela estava enorme, linda, pronta pra ser modelada, fermentar mais um pouco e ir ao forno (que já estava ligado, pra garantir uma temperatura decente à cozinha gelada). resolvi modelar dois pães em vez de um, como fizera da primeia vez em que testei essa receita. como da primeira vez, pincelei o pão com um ovo antes de assar. e o resultado foi esse: dois pães macios, saborosos, perfumados, incríveis, minha salvação da mesmice, alegria das manhãs.

paoleite

bom, então estou de volta. feliz 2011 a todas e a todos! e chega de fazer sorvete, que eu realmente tou precisando perder mais de uma dezena de quilos. na minha cozinha, os planos são fazer muitos pães (aproveitando a super batedeira que papai noel me trouxe), me aventurar nas saladas e nos sorbets. e em pouquíssimas semanas, papinhas pro Heitor!

heimama