poucas horas depois de voltar pra SP eu já estava no maior bode, na fossa mesmo, com a impressão de que esse ano será mais um repeteco de todos os anteriores, chato, sem graça. essa sensação só piorou quando me vi numa fila imensa de supermercado, com um troglodita empatando a vida de todo mundo porque se recusava a empacotar ele mesmo suas compras (enquanto ele fingia que procurava alguma coisa em sua enorme e envernizada carteira, a caixa e um auxiliar se esforçavam ao máximo pra empacotar o conteúdo de dois carrinhos de compras do imbecil no menor tempo possível). bati o olho na minha modesta cestinha de compras: alface, peito de peru, tomate e maçãs. suspirei. lá estava eu, de novo, começando mais uma dieta. tudo igual… que saco, que tédio!
felizmente, quando eu cheguei em casa, ainda com raiva do troglô do supermercado e ensopada, me lembrei de que tinha deixado uma massa de pão fermentando na cozinha. e ela estava enorme, linda, pronta pra ser modelada, fermentar mais um pouco e ir ao forno (que já estava ligado, pra garantir uma temperatura decente à cozinha gelada). resolvi modelar dois pães em vez de um, como fizera da primeia vez em que testei essa receita. como da primeira vez, pincelei o pão com um ovo antes de assar. e o resultado foi esse: dois pães macios, saborosos, perfumados, incríveis, minha salvação da mesmice, alegria das manhãs.

bom, então estou de volta. feliz 2011 a todas e a todos! e chega de fazer sorvete, que eu realmente tou precisando perder mais de uma dezena de quilos. na minha cozinha, os planos são fazer muitos pães (aproveitando a super batedeira que papai noel me trouxe), me aventurar nas saladas e nos sorbets. e em pouquíssimas semanas, papinhas pro Heitor!




