minha irmã mais velha faz anversário hoje e então na minha família, sempre tivemos duas comemorações distintas: jantar de Natal no dia 24 e almoço com mais cara de aniversário no dia 25. mas eu me lembrei essa semana de quando ela fez trinta anos e fizemos, todos juntos, um super jantar na casa dela em São Carlos. foi um jantar com ar de festa de Natal e também de aniversário, com cardápio caprichado, cada um preparando alguma coisa e depois todos se divertindo juntos, no quintal iluminado por velas. eu não me lembro com exatidão de todo o cardápio da festança, só lembro que era tudo muito colorido. e que uma das sobremesas foi Pavlova e eu me encantei com a mistura do suspiro crocante, um creme de leite batido bem perfumado e as frutas refrescantes por cima. quem assou o suspiro da Pavlova foi a minha mãe, a mais experiente em assuntos de cozinha no nosso pequeno núcleo familiar. mesmo com toda a experiência dela, lembro que todas as vezes em que ela assou suspiros, ou mesmo nesse dia da Pavlova, pairava uma certa tensão no ar, como se houvesse um risco real de dar tudo errado. e por isso, pra mim, fazer suspiros sempre foi um tabu.
mas quando falei com minha mãe ontem, contando que faria Pavlova de sobremesa da ceia em casa, ela me tranquilizou. “é muito simples. só não se esqueça do pregador na porta do forno”, foi sua única recomendação. então fiquei super animada para fazer minha primeira Pavlova e na verdade, meu primeiro suspiro. olhando as fotos de Pavlovas em alguns livros, cismei que as chances de dar errado seriam maiores tanto maior fosse a Pavlova e por isso decidi fazer Pavlovas individuais, ou seja, assar discos menores de merengue, o que em tese também pouparia o tempo de forno.
a minha segunda hipótese estava errada: precisei das mesmas 1 hora e 15 minutos de forno, recomendadas pra assar um disco de merengue de 22 cm, pra assar meus 6 merengues de 8 cm de diâmetro. quanto à primeira hipótese, não posso dizer se os suspiros deram certo por causa de seu tamanho reduzido ou se porque fazê-los é realmente muito simples. o fato é que deu tudo certo e minhas Pavlovas individuais ficaram lindas, leves e deliciosas.

ah! algumas receitas de Pavlova indicam que é preciso acresentar licor Grand Marnier ao creme de leite batido. eu não queria comprar um garrafa de licor só pra usar algumas gotas e também não queria um creme com cara de chantilly, então acrescentei suco de maracujá ao creme já batido, garantindo assim, um pouco de acidez e cor. e como eu só tinhas frutas verdes e vermelhas pra decorar a Pavlova, resolvi criar uma calda amarela, mais espessa e menos ácida que o suco do maracujá. por isso, fiz uma calda de manga - totalmente opcional mas que eu pretendo repetir toda vez que fizer Pavlovas.

Pavlova individual (6 Pavlovas de 8 cm de diâmetro cada)
Ingredientes para os merengues:
- 4 claras de ovos
- 250 g de açúcar refinado
Preaqueça o forno à menor temperatura possível. O ideal é cerca de 140 graus e como meu forno começa em 160, eu já preaqueci com a porta levemente aberta (é só colocar um pregador entre a porta e o forno). Bata as claras até obter picos firmes e vá acrescentando o açúcar aos poucos. Quando o açúcar tiver dissolvido, desligue a batedeira e coloque a mistura em uma assadeira forrada com papel manteiga ou silpat. Muitos livros recomendam desenhar um círuclo no papel manteiga, do tamanho desejado para o mernegue, e então colocar a mistura neste círculo. Eu usei cortadores redondos de 8 m de diâmetro e coloquei a mistura dentro dos cotadores, até uma altura de no máximo 2 dedos.
Asse os merengues por cerca de uma hora e 15 minutos, desligue o forno e deixe os merengues esfriarem no forno, com a porta um pouco mais aberta.
Ingredientes para o creme:
- 2 xícaras de creme de leite fresco gelado
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1/2 colher de chá de essência de baunilha
- 4 colheres de sopa de suco de maracujá concentrado ou da polpa de 1 maracujá batida com um dedo de água e coada
Um pouco antes de servir a Pavlova, bata o creme de leite até o ponto de chantilly, acrescente o açúcar e a baunilha. Desligue a batedeira e acrescente o suco de maracujá. Com a ajuda de um saco de confeiteiro (e um bico grande), coloque o creme sobre cada disco de merengue.
Ingredientes para a cobertura:
- frutas frescas picadas conforme seu gosto
- açucar de confeiteiro para polvilhar por cima (eu não usei, esqueci)
Finalize com as frutas picadas sobre o creme e se quiser, polvilhe com açúcar de confeiteiro.
Ingredientes para a calda (opcional):
- 1 manga batida no liquidificador com 1/2 xícara de água, açucar a gosto e 1 colher de chá de gengibre em pó
Disponha a calda onde achar mais bacana: no prato sob a Pavlova, sobre a Pavlova, em uma tigelinha ao lado do prato…Ou desencane da calda!

Ligia !!
Feliz Natal para vc e sua familia.
E que 2010 seja maravilhoso… e doce !!!
A Pavlova tá com uma cara ótima, super natalina… essa menina vai longe !!
Ho ho ho !
beijos, Bru
Comentário por Bruna — 25 de dezembro de 2009 @ 22:28
Ai que delícia.. aí que saudade..
bj
Comentário por Carol — 10 de janeiro de 2010 @ 17:04
saudade também!
Comentário por lidimes — 19 de janeiro de 2010 @ 15:25
Obrigada! Que seja doce para todas nós!
Espero ir longe mesmo. Mas antes tenho que terminar o CCI!
um beijo
Comentário por lidimes — 19 de janeiro de 2010 @ 15:26
Olá,fiquei encantada com as pavlovas,lindas!!!bjus
Comentário por clau — 18 de agosto de 2010 @ 14:19