Estou de férias! Quer dizer, férias do curso, por uma semana, por causa do Mesa São Paulo. Terei cinco noites livres pra fazer o que eu quiser: ver o Zé Mayer na TV, terminar o novo livro do Rubens Figueiredo, brincar com minhas gatas, jantar com amigos, tricotar, namorar, dormir e até… cozinhar. Na ordem dos meus desejos, cozinhar ocupa os primeiros lugares da lista. Ou deveria ocupar. Eu fiquei bem animada com a possibilidade de testar algumas receitas, fazer bolo de figos, outra receita de cheesecake (com laranja e limão) e quem sabe algum prato salgado. Mas também me animei com tantas outras coisas – por exemplo, ver alguns filmes da Mostra, reorganizar todas as minhas fotos no computador e escrever uma carta – que eu nem sei se, quando e o que eu vou cozinhar.
Como eu já escrevi em algum lugar, eu gosto de cozinhar, mas não todo dia. Não sou daquelas pessoas obcecadas com comida que acompanham todos os blogs, sites, revistas e outros quetais sobre o assunto. Não sou foodie, nem gourmet, tô mais pra gourmande (sem muitas exigências, adoro restaurantes por quilo ordinários) e pra mim comida está sempre atrelada a pessoas e emoções. Então eu até que poderia me forçar a cozinhar essas cinco noites, praticar o que venho aprendendo e o que ainda não aprendi (cortar cebolas em brunoise, saltear sem desperdiçar metade dos alimentos), mas prefiro, já que o clima é de férias, fazer o que me der na telha, sem muita pressão.
E nesse clima “deixa a vida me levar”, hoje eu me diverti por uma meia hora na cozinha. Fiz um glacê real pra decorar os biscoitos assados ontem – de gengibre, preparados seguindo essa receita – e foi isso. Levei um baile do bico de confeitar, a mão tremeu toda, as costas reclamaram, tive que tomar meio litro de suco de goiaba pra me recompor… e fui relaxar um pouco na rede. Porque ficar de férias, assim, meio à toa, também exaure a gente, sabe?


Também sou exatamente assim, pra mim tem que fazer sentido cozinhar, com o mínimo de pressão possível.
Comentário por Luna — 28 de outubro de 2009 @ 11:14