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	<title>Lidimes na Cozinha</title>
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	<description>Lidimes na Cozinha</description>
	<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 16:25:12 +0000</pubDate>
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		<title>amor se comemora com aspargos</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 16:14:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[pra mim, esse é um ensinamento de família que eu pretendo perpetuar. 

comi aspargos pela primeira vez na sopa do jantar de 50 anos de bodas dos meus avós, em um clube chiquíssimo em Joinville. eu tinha cinco ou seis anos, era uma criança birrenta e me lembro de poucas coisas daquela noite - na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pra mim, esse é um ensinamento de família que eu pretendo perpetuar. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/03/aspargos.jpg" alt="aspargos" title="aspargos" width="500" height="384" class="alignnone size-full wp-image-614" /></p>
<p>comi aspargos pela primeira vez na sopa do jantar de 50 anos de bodas dos meus avós, em um clube chiquíssimo em Joinville. eu tinha cinco ou seis anos, era uma criança birrenta e me lembro de poucas coisas daquela noite - na verdade duas, do meu vestido de veludo florido (que eu cismei que me apertava o pescoço) e da sopa de aspargos (que eu provei rodeada por estranhos, pessoas mais velhas que eu logo tachei de chatas, e sobre a sopa eu também devo ter feito alguma crítica).</p>
<p>muitos anos depois, os aspargos foram introduzidos e passaram a ser presença constante nas ceias de Natal em casa. meu pai fazia questão de comê-los todo ano. ele gostava de ter por perto algumas coisas que lembrassem a vida em Joinville, como roseiras no quintal, e acho que os aspargos também faziam parte de uma tentativa de rememorar momentos bons. eu, nesses Natais, já tinha deixado de ser tão birrenta e já me afeiçoara aos aspargos. hoje, gosto cada vez mais deles, e quando encontro uma bandeja à venda, fico tentada a trazer pra casa. mas sempre penso que aspargo é item de festa, e fico esperando o melhor momento de prepará-los.</p>
<p>essa semana, encontrei a ocasião certa. segunda-feira comemoramos cinco anos de início de namoro, e achei que uma sopa de aspargos e feijão branco seria o prato ideal prum jantar de celebração e conforto. a receita está na minha &#8220;bíblia dos dias cinzas&#8221;, o livro mais recente da Heloísa Bacellar. o preparo é rápido, simples e o resultado é incrível - uma sopa bem cremosa, com gosto de aspargos e um toque picante de salsão. pronto: espero repeti-la daqui a 45 anos&#8230;</p>
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		<title>semana dos restaurantes</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 18:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[e começou a maratona&#8230;.a maratona das filas de espera, dos sorvetes de creme, das panna cottas e das tarte tatin (e eu ía esquecendo dos brigadeiros de colher e crèmes brulées). e a maratona das surpresas com a conta? e dos garçons antipáticos porque você só está ali por causa do preço camarada? afe. 
eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>e começou a maratona&#8230;.a maratona das filas de espera, dos sorvetes de creme, das panna cottas e das tarte tatin (e eu ía esquecendo dos brigadeiros de colher e crèmes brulées). e a maratona das surpresas com a conta? e dos garçons antipáticos porque você só está ali por causa do preço camarada? afe. </p>
<p>eu fico com a maior preguiça do mundo a cada edição da Restaurant Week. mas acabo cedendo a uma ou outra oportunidade, além de repetir a ida semestral ao Ak. esse ano, já fiz a minha lista: <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=163&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Obá</a>, <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=124&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Ak</a>, <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=291&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Tanger</a> e <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=585&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Vinheria Percussi</a>. e pronto, assunto encerrado.</p>
<p>(PS: gostei do cardápio do <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=877&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Le French Bazar</a>, mas depois de uma overdose de refeições por conta de um trabalho acadêmico, prefiro evitá-lo. e pra quem nunca foi, nem ouviu falar, vá ao <a href="http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=876&#038;b=sp.jpg&#038;cd=1&#038;cid=1&#038;id=1">Otto Bistrot</a>. pra mim, é o bistrô mais fofo da cidade - e a tarte tatin pode não ser original, mas é ultra perfumada&#8230;)</p>
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		<title>sopas frias para os dias quentes</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 01:10:43 +0000</pubDate>
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ando tão sem tempo que tenho atrasado demais a atualização do blog e esse post, por exemplo, parece nem fazer mais sentido - agora mesmo estou fazendo uma sopa quente pruma noite fria. mas como eu sei que a qualquer momento a temperatura pode subir 10, 15, 20 graus, fica a dica: sopas frias pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/kiwi.jpg" alt="kiwi" title="kiwi" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-604" /></p>
<p>ando tão sem tempo que tenho atrasado demais a atualização do blog e esse post, por exemplo, parece nem fazer mais sentido - agora mesmo estou fazendo uma sopa quente pruma noite fria. mas como eu sei que a qualquer momento a temperatura pode subir 10, 15, 20 graus, fica a dica: sopas frias pra espantar o calor. e não só as salgadas! sopas doces, geladíssimas, para a sobremesa, o lanche da tarde ou qualquer hora que a fome bater (no meu caso, isso tem acontecido muitas vezes ao longo do dia). </p>
<p>pra simplificar a vida, andei fazendo muitas sopinhas geladas de frutas. é só picar o que tiver na geladeira e servir com uma calda gelada, feita de açúcar e especiarias. ou fazer uma calda de frutas, batidas, com algum temperinho. essa da foto, eu fiz assim: piquei uma pera, misturei com um pouco de açucar e baunilha e deixei gelando. bati 4 kiwis com um pouco de cardamomo em pó e servi com as peras, amoras e uma cereja. simples, rápido e muito refrescante!</p>
<p>e agora, peço licença, que eu vou me aquecer com as minhas cebolas.</p>
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		<title>dona Julia</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 23:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
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vou confessar: meu almoço de São Valentim não foi assim tão feliz quanto eu imaginava. o final foi realmente ótimo, comemos as gelatinas de coração e fomos ver as exposições do J. Borges, Tide Hellmeister e John Graz na Caixa Cultural, curtindo no caminho uma cidade vazia e silenciosa. tudo perfeito. menos a tortilla, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/borges.jpg" alt="borges" title="borges" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-600" /></p>
<p>vou confessar: meu almoço de São Valentim não foi assim tão feliz quanto eu imaginava. o final foi realmente ótimo, comemos as gelatinas de coração e fomos ver as exposições do J. Borges, Tide Hellmeister e John Graz na Caixa Cultural, curtindo no caminho uma cidade vazia e silenciosa. tudo perfeito. menos a tortilla, que seria o prato principal do almoço. que desastre! acho que usei uma frigideira muito pequena e aqueci demais o azeite, então enquanto a parte de baixo já dava sinais de estar queimando, a parte de cima estava crua. comecei a mexer, cutucar, até que virei a tortilla - antes da hora. e como a parte de cima estava mole, a tortilla toda se despedaçou. comemos então uma mistura de partes muitos queimadas e duras com partes meio molengas, um horror. </p>
<p>e enquanto eu comia a gororoba me lembrei de um trecho do <em>My life in France</em>, da Julia Child, que eu lera no dia anterior. ela contava justamente de um almoço desastroso que fizera pra uma amiga, a receita tinha dado errado mas ela não se desculpou, nem resmungou e a amiga não comentou nada. Julia explicou que errar faz parte, mas ninguém precisa ficar se desculpando pros convivas quando erra, porque isso só gera desconforto e constrangimento. nesses casos, o melhor é que o cozinheiro fique quieto, pense no seu erro e em como acertar da próxima vez. concordo, dona Julia! mas eu não consegui só pensar no meu erro e em como fazer diferente da próxima vez. resmunguei mentalmente e também em voz alta, durante o almoço todo. marido, pra me consolar, me disse que aquele era um almoço gostoso porque cheio de amor. tá vendo, dona Julia, se eu não tivesse falado nada, não teria recebido um elogio desses!</p>
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		<title>São Valentim na cozinha</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 16:53:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu não costumo ficar ligada nas datas comerciais, tipo dia dos namorados, e muito menos nas datas importadas (afinal, hoje não é dia dos namorados no Brasil). Mas quando me dei conta de que tinha preparado gelatinas em formato de coração pra comer no almoço de hoje, achei uma feliz coincidência. E fazendo as contas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não costumo ficar ligada nas datas comerciais, tipo dia dos namorados, e muito menos nas datas importadas (afinal, hoje não é dia dos namorados no Brasil). Mas quando me dei conta de que tinha preparado gelatinas em formato de coração pra comer no almoço de hoje, achei uma feliz coincidência. E fazendo as contas, percebi que hoje a gente faz 11 meses de casados, então tudo bem fazer do almoço dominical uma comemoração mais romântica. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/valentim.jpg" alt="valentim" title="valentim" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-594" /></p>
<p>Essa gelatina tem sabor de canela e pedaços de pêra e uva. Peguei a receita num exemplar da <em>La Cucina Italiana</em> dedicado a receitas de verão. Sorvetes, gelatinas, sopas frias&#8230;tudo simples e muito saboroso. A revista estava na minha cozinha já fazia algumas semanas, porque eu andava paquerando uns sorvetes – e disposta a prepará-los mesmo sem sorveteira (já que a minha não funciona no meu freezer meia boca). Mas ando com uma preguiça sem fim, e acabei me encantando mais pela simplicidade das gelatinas. Só precisei fazer uma calda de açúcar, água e canela e picar uma pêra e algumas uvas – e hidratar e esquentar a gelatina, claro.  </p>
<p>E eu gosto tanto das receitas da <em>La Cucina Italiana</em>, que me empolguei pra preparar outra receita dessa mesma edição: uma sopa fria de cenoura, tomate e aipo (que eu substituí por salsão e alho-poró). Com uma sopa fria de entrada e uma gelatina docinha de sobremesa, só me faltou o prato principal. Resolvi fazer uma tortilla de patatas, uma receita que dá pra duas pessoas. Marido me ajudou a picar as cebolas, descascar as batatas e acompanhou todo o preparo. Depois, dividimos a tortilla ao meio, comemos com uma saladinha e fomos felizes para o resto da tarde.</p>
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		<title>aula de empadinhas</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 13:06:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
o sol voltou e me deu uma baita vontade de comer empadinhas - não sei se foi um desejo de grávida, ou capricho de aniversariante. então eu pedi pra minha mãe me ensinar a prepará-las. a primeira lição veio antes mesmo da aula: empadinha gostosa se faz com banha, não com manteiga. a banha foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/empadi.jpg" alt="empadi" title="empadi" width="500" height="358" class="alignnone size-full wp-image-589" /></p>
<p>o sol voltou e me deu uma baita vontade de comer empadinhas - não sei se foi um desejo de grávida, ou capricho de aniversariante. então eu pedi pra minha mãe me ensinar a prepará-las. a primeira lição veio antes mesmo da aula: empadinha gostosa se faz com banha, não com manteiga. a banha foi comprada no supermercado, num pacote de 1 kg. usamos 500g (fizemos duas receitas de massa) e o resto foi congelado. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/manus.jpg" alt="manus" title="manus" width="500" height="371" class="alignnone size-full wp-image-588" /></p>
<p>a massa é simplíssima de fazer; fica pronta em 5 minutos e aí é só preparar as forminhas de empadas (sem untar). enquanto minha mãe cuidava dessa parte, o forno preaqueceu e eu fiz os recheios: palmito com um pouco de tomate (e a água do palmito, pra dar mais sabor) e frango desfiadinho com tomilho e ervilha. daí, recheamos as empadinhas, não esquecendo de colocar uma azeitona sem caroço no meio do recheio. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/azeito.jpg" alt="azeito" title="azeito" width="500" height="366" class="alignnone size-full wp-image-590" /></p>
<p>pra tampar as empadas, é só pegar um pouco de massa, abrir na palma da pão, colocar sobre a forminha e tirar os excessos. pincelar com uma gema de ovo e levar pro forno: uns 35 minutos, até a massa ficar dourada. a parte mais complicada é tirar as empadinhas das formas, porque a massa é bem quebradiça. mas com calma (é bom esperar a empadinha esfriar), com jeitinho, tudo dá certo. as empadinhas podem ser reaquecidas no forno, ou comidas frias mesmo - nos dois casos, receberam nota 10 dos comensais.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/02/frango.jpg" alt="frango" title="frango" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-591" /></p>
<p><strong>Empadinhas (rende cerca de 30, eu fiz 2 receitas para a quantidade de recheio especificada)</strong></p>
<p>Massa:<br />
- 500 g de farinha<br />
- 250 g de banha<br />
- 125g de manteiga<br />
- 1 ovo<br />
Misturar a farinha, a banha em pedaços e a manteiga e acrescentar o ovo. Se a massa estiver mole demais, acrescentar um pouco de farinha e deixar na geladeira por 30 minutos (coberta com filme plástico). </p>
<p>Azeitona da empada:<br />
- calcule uma azeitona pequena e sem caroço pra cada empada (eu usei azeitonas petas)</p>
<p>Recheio de palmito:<br />
- 400 g palmito em conserva bem picado<br />
- 1 cebola bem picada<br />
- 3 tomates bem maduros sem pele nem sementes, picados<br />
- 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha bem picadas<br />
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo<br />
- água do palmito em conserva<br />
- 1/ 2 xícara de leite<br />
- sal e pimenta do reino a gosto<br />
Numa panela, aquecça um pouco de azeite e fritar as cebolas. Quando estiverem transparentes, acrescente o tomate, o palmito e misture bem. Adicione a água do palmito, teste o sal e coloque a farinha misturada no leite. Mexa até que a mistura fique encorpada. Acrescente a salsinha e a cebolinha, corrija o tempero, tire do fogo e deixe esfriar.</p>
<p>Recheio de frango:<br />
- 1 peito de frango cozido na palena de prssão com 1 cebol, louro, tomilho e água<br />
- 1 cebola bem picada<br />
- 1/2 lata de ervilha<br />
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo<br />
- 1 xícara de leite<br />
- sal e pimenta do reino e noz moscada a gosto<br />
Desfie o frango cozido e misture ao molhinho que se formou na panela de pressão. Numa panela, aqueça um pouco de azeite e frite as cebolas. Quando estiverem transparentes, acrescete o frango e a ervilha e misture bem. Adicione a farinha miasturada no leite. Mexa até que a mistura fique encorpada. Corrija o tempero, tire do fogo e deixe esfriar.</p>
<p>Preparo das empadinhas:<br />
Com as mãos, pegue um pouco da massa e vá forrnado as forminhas - não precisa ficar muito grossa, o sfucinete para a amssa não quebrar. Coloque uma colher de chá do recheio e a azeitona, pegue m pouco de massa, abra na palma da mão e faça uma tampa redonda e coloque sobre a empada. Corte os excessos e peincele com gema de ovo. Asse as empadas em forno praquecido a 250 graus por cerca de 35 minuto, até que estejam douradas.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>no escuro</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 15:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[oi. eu não sumi. tenho cozinhado coisas gostosas e pensado em posts para cá. mas na hora de fotografar, só dá chabu. tudo culpa do tempo ruim, das nuvens pretas que chegam com as chuvas e escurecem tudo. outro dia fiquei mais de uma hora tentando fazer uma sessão de fotos decente; passeei com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oi. eu não sumi. tenho cozinhado coisas gostosas e pensado em posts para cá. mas na hora de fotografar, só dá chabu. tudo culpa do tempo ruim, das nuvens pretas que chegam com as chuvas e escurecem tudo. outro dia fiquei mais de uma hora tentando fazer uma sessão de fotos decente; passeei com o prato pela casa toda atrás de um canto mais iluminado. mas por aqui, tinha anoitecido - e eram só 3 da tarde&#8230;</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ni.jpg" alt="ni" title="ni" width="500" height="360" class="alignnone size-full wp-image-582" /></p>
<p>essa era a toalha que eu estava usando na sessão de fotos. a Nina aproveitou um descuido e puxou a toalha de cima da mesa (felizmente eu já tinha tirado o prato&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>lasanha de berinjela, sem bolonhesa</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 17:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[nos últimos dias de férias eu já dizia pro meu marido: estou com saudade da minha comida. e não era um desejo de comer um prato específico, até porque eu não tenho um prato favorito, nem uma especialidade. significava simplesmente que eu sentia falta do meu tempero. que nada mais é do que a mistura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>nos últimos dias de férias eu já dizia pro meu marido: <em>estou com saudade da minha comida</em>. e não era um desejo de comer um prato específico, até porque eu não tenho um prato favorito, nem uma especialidade. significava simplesmente que eu sentia falta do meu tempero. que nada mais é do que a mistura de muitas ervas frescas. sabe cozinha cheirando a tomilho com um leve toque de limão? e aquele cheiro ultra refrescante de manjericão bem verde, bem fresco? então, era disso que eu sentia falta.</p>
<p>de volta a São Paulo, fomos ao sacolão nos abastecer de frutas, legumes e ervas. quando olhei uma bandeja de berinjelas cortadas em lâminas finas, logo soube como mataria a saudade da minha comida: faria com elas uma lasanha recheada de legumes, com queijo, molho de tomate feito em casa e temperos fresquíssimos. comprei muitos tomates, cogumelos de Paris, abobrinha, queijo, tomilho, sálvia e manjericão.</p>
<p>eu nunca tinha feito uma lasanha de berinjela, mas já comera várias, todas diferentes: em algumas, a berinjela fora frita, em outra, estava mais molhada; em outras, mais amarga. e em outras, havia presunto e molho à bolonhesa, além de uma cobertura de quase um quilo de queijo. eu sabia o que e como eu queria: berinjela macia, queijo em quantidade suficiente para dar uma liga mas sem mascarar os outros sabores e nada de carne. a dúvida era o que fazer com a berinjela: cozinhar um pouco, branquear, ou colocar as fatias cruas na fôrma. lendo a <a href="http://pat.feldman.com.br/?p=38">receita da Pat</a>, decidi fazer o que ela recomendara: deixar as fatias em água fervente com um pouco de suco de limão. nos 10 minutos em que ficaram na água, elas amoleceram bastante, então na hora de montar a lasanha, alternei fatias cozidas com fatias cruas (que tinham sobrado). comendo a lasanha pronta, não senti diferença nenhuma na consistência das fatias. só senti o sabor e o perfume da abobrinha crocante, das lâminas de cogumelos com bastante pimenta e das folhas frescas. e fiquei satisfeitíssima com a <em>minha comida</em>.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lasanha.jpg" alt="lasanha" title="lasanha" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-576" /></p>
<p><strong>Lasanha de berinjela sem carne (para 6 pessoas)</strong></p>
<p>Para o molho de tomate:<br />
- 10 tomates vermelhos bem maduros, sem pele e sem sementes, picados<br />
- 2 dentes de alho picados<br />
- 1 colher de chá de vinagre de vinho tinto<br />
- 1/2 colher de chá de pimenta chilli<br />
- eminta do reino e sal a gosto<br />
- 1 punhado de manjericão e de tomilho frescos</p>
<p>Para o recheio:<br />
- 20 fatias (longitudinais) finas de berinjela<br />
- 400g de queijo mussarella<br />
- 200 g de cogumelos Paris laminados<br />
- 2 abobrinhas médias picadas em cubos pequenos<br />
- 1 cebola bem picada<br />
- 1 colher de sopa de folhas de sálvia picadas<br />
- sal e pimenta do reino a gosto</p>
<p>Preparo do molho:<br />
- Em uma panela funda, aqueça um pouco de azeite e coloque o alho. Quando começar a dourar, acrescente os tomates, o vinagre, a pimenta chilli e o tomilho, misture bem e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos, até ficar com consistência de molho. Tempere com sal e pimenta do reino, junte as folhas de manjericão, tire do fogo e reserve.</p>
<p>Preparo do recheio:<br />
- Aqueça um pouco de azeite em uma panela, frite as cebolas, acrescente as abobrinhas em cubos e os cogumelos em lâminas e salteie. Adicione sal, pimenta e sálvia, a seu gosto.</p>
<p>Preparo da lasanha:<br />
Preaqueça o forno a 220 graus. Em uma fôrma retangular (usei uma de 24 cm X 19 cm), coloque um pouco de azeite, uma colher de molho de tomate e uma camada de fatias de berinjela. Coloque um pouco de molho, o queijo, a mistura de abobrinhas e cogumelo; mais uma camada de berinjelas e assim por diante até terminar com queijo e folhas de sálvia. Leve ao forno por 30 minutos e sirva bem quentinha.</p>
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		<title>ostras, porque não?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 00:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[até a semana passada, minha relação com ostras era simples assim: tenho nojo de lesmas. ostras frescas se parecem com lesmas. logo, eu nunca vou comer ostras frescas. mas passeando em Ribeirão da Ilha, no lado oeste de Florianópolis, fomos almoçar em um restaurante e o garçom logo nos ofereceu ostras. diante da nossa cara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>até a semana passada, minha relação com ostras era simples assim: <em>tenho nojo de lesmas. ostras frescas se parecem com lesmas. logo, eu nunca vou comer ostras frescas</em>. mas passeando em Ribeirão da Ilha, no lado oeste de Florianópolis, fomos almoçar em um restaurante e o garçom logo nos ofereceu ostras. diante da nossa cara de espanto e recusa, ele sugeriu que comêssemos ostras ao bafo, acompanhadas por vinagrete. &#8220;é loucura oferecer ostras ao natural pra quem nunca comeu ostras&#8221;, ele disse, e logo concordamos. cautelosos, pedimos só meia porção. cada um abriu a sua, comeu, gostou, elogiou. até pedimos outra meia porção! achei as ostras ao bafo gostosinhas e nada repugnantes. bonitas, até, lembram um cogumelo. ou alcachofra, não? </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ostra.jpg" alt="ostra" title="ostra" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-569" /></p>
<p>para a minha viagem a Santa Catarina, eu levei 3 livros e nossa chegada a Floripa coincidiu com o término da leitura de <a href="http://www.eatinganimals.com/">Eating Animals</a>. o livro investiga a produção de carne nos Estados Unidos, revelando a crueldade e o sofrimento a que perus, galinhas, porcos, bois e peixes são submetidos. claro que no meio do livro eu já tinha parado de comer qualquer tipo de carne, mesmo os peixes recém pescados na Guarda do Embaú (só de ver os peixinhos se contorcendo na rede dos pescadores eu sentia arrepios). mas quando os garçons nos mostraram a &#8220;fazenda&#8221; de ostras ali, na frente do restaurante, e nos contaram sobre todo o processo de criação, eu achei tudo aquilo tão puro, tão &#8220;natural&#8221;, que me rendi às ostras. e logo depois, a uma moqueca de garoupa com frutos do mar, tudo pescado ali mesmo, fresquinho. só seria perfeito se os animais não tivessem sofrido nada, mas isso é pedir demais: que tirar a vida de outro animal não lhe traga sofrimento.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ribeirao.jpg" alt="ribeirao" title="ribeirao" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-570" /></p>
<p>agora, de volta ao lar, continuo no dilema de parar de comer carne ou não. ainda não cheguei a conclusão nenhuma. mas o fato é que o consumo de carne em casa tem diminuído. e por aqui, já vou avisando, não ando com vontade de publicar nenhuma receita com ostras, peixes ou frutos do mar. mas logo mais vão surgir receitas saborosíssimas. sem carne, sem sofrimento, com muito prazer.  </p>
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		<title>Pavlova individual</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 20:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[minha irmã mais velha faz anversário hoje e então na minha família, sempre tivemos duas comemorações distintas: jantar de Natal no dia 24 e almoço com mais cara de aniversário no dia 25. mas eu me lembrei essa semana de quando ela fez trinta anos e fizemos, todos juntos, um super jantar na casa dela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>minha irmã mais velha faz anversário hoje e então na minha família, sempre tivemos duas comemorações distintas: jantar de Natal no dia 24 e almoço com mais cara de aniversário no dia 25. mas eu me lembrei essa semana de quando ela fez trinta anos e fizemos, todos juntos, um super jantar na casa dela em São Carlos. foi um jantar com ar de festa de Natal e também de aniversário, com cardápio caprichado, cada um preparando alguma coisa e depois todos se divertindo juntos, no quintal iluminado por velas. eu não me lembro com exatidão de todo o cardápio da festança, só lembro que era tudo muito colorido. e que uma das sobremesas foi Pavlova e eu me encantei com a mistura do suspiro crocante, um creme de leite batido bem perfumado e as frutas refrescantes por cima. quem assou o suspiro da Pavlova foi a minha mãe, a mais experiente em assuntos de cozinha no nosso pequeno núcleo familiar. mesmo com toda a experiência dela, lembro que todas as vezes em que ela assou suspiros, ou mesmo nesse dia da Pavlova, pairava uma certa tensão no ar, como se houvesse um risco real de dar tudo errado. e por isso, pra mim, fazer suspiros sempre foi um tabu.</p>
<p>mas quando falei com minha mãe ontem, contando que faria Pavlova de sobremesa da ceia em casa, ela me tranquilizou. &#8220;é muito simples. só não se esqueça do pregador na porta do forno&#8221;, foi sua única recomendação. então fiquei super animada para fazer minha primeira Pavlova e na verdade, meu primeiro suspiro. olhando as fotos de Pavlovas em alguns livros, cismei que as chances de dar errado seriam maiores tanto maior fosse a Pavlova e por isso decidi fazer Pavlovas individuais, ou seja, assar discos menores de merengue, o que em tese também pouparia o tempo de forno.</p>
<p>a minha segunda hipótese estava errada: precisei das mesmas 1 hora e 15 minutos de forno, recomendadas pra assar um disco de merengue de 22 cm, pra assar meus 6 merengues de 8 cm de diâmetro. quanto à primeira hipótese, não posso dizer se os suspiros deram certo por causa de seu tamanho reduzido ou se porque fazê-los é realmente muito simples. o fato é que deu tudo certo e minhas Pavlovas individuais ficaram lindas, leves e deliciosas.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/minipa.jpg" alt="minipa" title="minipa" width="500" height="381" class="alignnone size-full wp-image-554" /></p>
<p>ah! algumas receitas de Pavlova indicam que é preciso acresentar licor Grand Marnier ao creme de leite batido. eu não queria comprar um garrafa de licor só pra usar algumas gotas e também não queria um creme com cara de chantilly, então acrescentei suco de maracujá ao creme já batido, garantindo assim, um pouco de acidez e cor. e como eu só tinhas frutas verdes e vermelhas pra decorar a Pavlova, resolvi criar uma calda amarela, mais espessa e menos ácida que o suco do maracujá. por isso, fiz uma calda de manga - totalmente opcional mas que eu pretendo repetir toda vez que fizer Pavlovas.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/pav.jpg" alt="pav" title="pav" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-558" /></p>
<p><strong>Pavlova individual (6 Pavlovas de 8 cm de diâmetro cada)</strong></p>
<p>Ingredientes para os merengues:<br />
- 4 claras de ovos<br />
- 250 g de açúcar refinado</p>
<p>Preaqueça o forno à menor temperatura possível. O ideal é cerca de 140 graus e como meu forno começa em 160, eu já preaqueci com a porta levemente aberta (é só colocar um pregador entre a porta e o forno). Bata as claras até obter picos firmes e vá acrescentando o açúcar aos poucos. Quando o açúcar tiver dissolvido, desligue a batedeira e coloque a mistura em uma assadeira forrada com papel manteiga ou silpat. Muitos livros recomendam desenhar um círuclo no papel manteiga, do tamanho desejado para o mernegue, e então colocar a mistura neste círculo. Eu usei cortadores redondos de 8 m de diâmetro e coloquei a mistura dentro dos cotadores, até uma altura de no máximo 2 dedos.<br />
Asse os merengues por cerca de uma hora e 15 minutos, desligue o forno e deixe os merengues esfriarem no forno, com a porta um pouco mais aberta.</p>
<p>Ingredientes para o creme:<br />
- 2 xícaras de creme de leite fresco gelado<br />
- 2 colheres de sopa de açúcar<br />
- 1/2 colher de chá de essência de baunilha<br />
- 4 colheres de sopa de suco de maracujá concentrado ou da polpa de 1 maracujá batida com um dedo de água e coada</p>
<p>Um pouco antes de servir a Pavlova, bata o creme de leite até o ponto de chantilly, acrescente o açúcar e a baunilha. Desligue a batedeira e acrescente o suco de maracujá. Com a ajuda de um saco de confeiteiro (e um bico grande), coloque o creme sobre cada disco de merengue.</p>
<p>Ingredientes para a cobertura:<br />
- frutas frescas picadas conforme seu gosto<br />
- açucar de confeiteiro para polvilhar por cima (eu não usei, esqueci)</p>
<p>Finalize com as frutas picadas sobre o creme e se quiser, polvilhe com açúcar de confeiteiro.</p>
<p>Ingredientes para a calda (opcional):<br />
- 1 manga batida no liquidificador com 1/2 xícara de água, açucar a gosto e 1 colher de chá de gengibre em pó</p>
<p>Disponha a calda onde achar mais bacana: no prato sob a Pavlova, sobre a Pavlova, em uma tigelinha ao lado do prato&#8230;Ou desencane da calda!</p>
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		<title>Natal branco (e colorido)</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 20:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[biscoitos]]></category>

		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[hoje eu vi uma bandinha tocando Jingle Bells na frente do puteiro da esquina, já enfrentei uma hora de filas no supermercado só pra comprar amoras, physalis e mirtilos, já fui furada na fila do caixa da loja da Havaianas, já paguei todas as contas que vencem na próxima semana, já decidi o cardápio da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>hoje eu vi uma bandinha tocando Jingle Bells na frente do puteiro da esquina, já enfrentei uma hora de filas no supermercado só pra comprar amoras, physalis e mirtilos, já fui furada na fila do caixa da loja da Havaianas, já paguei todas as contas que vencem na próxima semana, já decidi o cardápio da ceia e já dei o caixinha pro pessoal do estacionamento. bem, então já é Natal, certo?</p>
<p>certo! mas por nenhuma das razões acima. o Natal chega pra mim quando todos os biscoitos estão assados, decorados, embalados e entregues. e eu já cortei, assei, decorei e embalei tudo e já comecei a fazer as entregas. até agora, parece que as estrelas de canela são as favoritas do ano (eu concordo!). e no final, decidi decorar todos os biscoitos, mas só com glacê branco, sem corações rosa-choque, pinheiros verde-bandeira e luas amarelo-gema. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/brancos.jpg" alt="brancos" title="brancos" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-545" /></p>
<p>mas isso não significa que o meu Natal vai ser sem cores&#8230;</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cena.jpg" alt="cena" title="cena" width="500" height="371" class="alignnone size-full wp-image-546" /></p>
<p>bem, então é isso. agradeço todas as visitas, comentários, sugestões e mensagens nesse que foi um ano muito difícil e muito menos doce do que eu gostaria, mas que termina menos pior do que eu imaginava. vamos torcer pra 2010 ser um ano colorido e cheio de surpresas gostosas. eu prometo fazer a minha parte.</p>
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		<title>424 biscoitos de Natal assados</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 00:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[biscoitos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dá uma sensação de dever cumprido? Ah, mais ou menos. Porque ainda falta assar uma massa, que ficou pra amanhã. Mas posso dizer que hoje consegui fazer 80% do que eu pretendia. Uau!
Eu estava bem em dúvida se faria biscoitos de Natal. Esse não foi um ano excepcionalmente bom, não estou no espírito de muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/gengibre.jpg" alt="gengibre" title="gengibre" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-538" /></p>
<p>Dá uma sensação de dever cumprido? Ah, mais ou menos. Porque ainda falta assar uma massa, que ficou pra amanhã. Mas posso dizer que hoje consegui fazer 80% do que eu pretendia. Uau!</p>
<p>Eu estava bem em dúvida se faria biscoitos de Natal. Esse não foi um ano excepcionalmente bom, não estou no espírito de muitas comemorações e como eu já escrevi antes, estava me sentindo muito cansada. Mas comecei a receber emails de pessoas que estavam na Internet à procura de receitas de biscoitos de natal e caíram em um <a href="http://www.emeponto.com.br/lidimesconta/2008/12/entao_e_natal.html">post do meu blog antigo</a>, onde eu dizia para me escreverem caso desejassem algumas receitas. Recebi 10 emails em 3 dias e acabei me empolgando com a empolgação alheia.  </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/estre.jpg" alt="estre" title="estre" width="500" height="343" class="alignnone size-full wp-image-534" /></p>
<p>Mesmo tendo tido uma semana puxada, com provas de panificação e cozinha fria e todos os afazeres pra fechar bem o ano no trabalho, acordei no sábado super disposta. Então escolhi as receitas, comprei os ingredientes e passei umas 15 horas na cozinha. Assei 147 <a href="http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/133">biscoitos de gengibre</a> (no formato de coração, pinheiro e homenzinho de biscoito); 117 cometas de mel e 180 estrelas de canela (receita <a href="http://www.mowielicious.com/home/2009/12/christmas-cookies-week-scrumptious-cinnamon-snowflakes.html">daqui</a>; que é igual a uma receita de família que eu já tinha feito ano passado). Pra amanhã, só falta assar luas de nozes e decidir se decoro os biscoitos. É que achei tão bonito o contraste de cores de cada um e tenho medo de que o glacê esconda essa graça. Mas sei que tem gente que espera os biscoitos com glacê. E outras pessoas que os preferem assim, sem nada em cima. </p>
<p>Bom, talvez eu decore só metade&#8230; Mas isso, eu vou decidir só amanhã. Porque agora eu vou tomar um banho e ficar de pernas por ar – tou merecendo, não?</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cometa.jpg" alt="cometa" title="cometa" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-535" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>biscoitos de coco queimado e noz moscada</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 20:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[meu chip tá cheio. meu chip tá cheio. é o que tenho repetido diariamente, entre resmungos e suspiros de cansaço. pra mim, 2009 já acabou, porque não tenho mais um pingo de energia pra tocar o barco. o cansaço é físico, emocional e mental, sinto minha cabeça prestes a explodir e incapaz de resolver qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>meu chip tá cheio. meu chip tá cheio.</em> é o que tenho repetido diariamente, entre resmungos e suspiros de cansaço. pra mim, 2009 já acabou, porque não tenho mais um pingo de energia pra tocar o barco. o cansaço é físico, emocional e mental, sinto minha cabeça prestes a explodir e incapaz de resolver qualquer situação mais complexa do que somar dois com dois. mas ainda tenho 5 dias de trabalho, tenho também 5 dias de aula, incluindo duas provas teóricas e uma prática, tenho que duplicar a chave do carro, cuidar das gatas que vomitam, definir a logística da casa durante as férias e participar da reunião de condomínio do prédio. afe!</p>
<p>o único lado bom de ter chegado ao limite é que começo a ficar menos severa comigo. por exemplo, ontem eu tinha decidido que seria o dia de assar biscoitos de Natal. depois de muitas horas de aula de garde manger, cheguei em casa exausta, mas ainda decidida a fazer os biscoitos. separei as receitas, listei os ingredientes e as pessoas que vão receber os mimos. e fui ficando mole, mole&#8230; em dias normais, eu teria tomado um chá mate e continuaria minhas tarefas até o fim, mas ontem eu pensei: <em>tudo bem, eu faço os biscoitos outro dia</em>. e fui deitar por alguns minutos, que viraram quatro horas. e quando acordei, nem pensei nos biscoitos, fui jantar com o marido no La Tartine, que fica a uns 30 passos de casa. depois voltei e&#8230;.cama! sem culpa nenhuma.</p>
<p>mas fico preocupada por estar alimentando esse blog com menos frequência do que gostaria. só que não acho que as coisas poderiam ser diferentes agora. tenho tido pouquíssimo tempo pra cozinhar, a lâmpada da cozinha anda piscando de novo (e isso me desanima muito a produzir qualquer coisa depois das seis da tarde) e eu estou bem pouco inspirada pra inventar, preparar e degustar comidas. felizmente, hoje de manhã eu me lembrei de uma receita de biscoitos que eu faço todo dezembro e que fotografei ano passado. os biscoitos são super fáceis, crocantes e com um sabor especial por causa da combinação de coco queimado e noz moscada. hmmmmmmmmmmm. só de ver as fotos, fiquei toda animadinha.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cocoq.jpg" alt="cocoq" title="cocoq" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-523" /></p>
<p>Biscoitos de coco queimado e noz moscada (40 biscoitos)</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong><br />
- 1 xícara de farinha de trigo<br />
- 1 xícara de açúcar<br />
- 1 xícara de coco ralado, levemente tostado na frigideira<br />
- 1/2 colher de chá de noz moscada em pó<br />
- 1/4 de colher e chá de bicarbonato<br />
- 1/4 de colher de chá de sal<br />
- açúcar cristal pra decorar</p>
<p><strong>Preparo:</strong><br />
Preaqueça o forno a 180 graus. Misture todos os ingredientes  e adicone água suficiente para obter uma massa homegênea (cerca de 5 colheres de sopa - atenção: colque uma colher e cada vez, misture e adicione mais se necessário). Enrole a massa, cubra com filme plástico e refrigere por 30 minutos.<br />
Abra a massa sobre filme plástico até ela ficar com cerca de 0,5 cm de espessura. Corte a massa com cortadores redondos de 5 cm de diâmetro e coloque os biscoitos em formas forradas com papel manteiga. Pincele um pouco de água sobre cada biscoito e decore com um pouco de açúcar cristal.<br />
Asse os biscoitos por cerca de 10 minutos, até que estejam levemente dourados.<br />
Deixe os biscoitos esfriarem antes de comer!</p>
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		<item>
		<title>muffins pra farofar na praia (ou não&#8230;)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

		<category><![CDATA[muffins]]></category>

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		<description><![CDATA[Claro que a idéia não era levar os muffins pra areia e sim comê-los em casa, ouvindo a chuva cair e quem sabe jogando um carteado. Meu espírito de tia até pensou em levar uns saquinhos de chá, mas achei que seria muita exposição do meu lado “tenho 50 anos sim e daí?” Então só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que a idéia não era levar os muffins pra areia e sim comê-los em casa, ouvindo a chuva cair e quem sabe jogando um carteado. Meu espírito de tia até pensou em levar uns saquinhos de chá, mas achei que seria muita exposição do meu lado “tenho 50 anos sim e daí?” Então só assei os muffins, coloquei num tupperware e fui pro litoral. Com guarda-chuva e baralho e notebook e diário e jornal e meias pra aquecer meus pés cinqüentenários.</p>
<p>Depois que a gente saiu de São Paulo, a chuva parou de cair, a temperatura subiu e ninguém pensou em jogar baralho, usar meias e muito menos ligar o notebook. Mas comer os muffins, todo mundo quis. Aliás, todo mundo quis comer mais de um, porque eles ficaram bem gostosos. O sabor é o tradicional da casa: amoras frescas com limão siciliano; mas a receita é outra, sem manteiga. Achei que os muffins ficaram super fofinhos, não muito doces (como eu gosto, e parece que o pessoal gostou também).</p>
<p>Bom, e agora que parece que a chuva veio pra ficar, nada melhor do que assar esses muffins pra comer com chá, enquanto se joga um baralhinho&#8230;</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/12/m_limao.jpg" alt="m_limao" title="m_limao" width="500" height="338" class="alignnone size-full wp-image-517" /></p>
<p>Muffins de amora e limão siciliano (rende 8 muffins médios + 16 pesqueninos)</p>
<p><strong>Ingredientes: </strong></p>
<p>- 210 g de farinha de trigo<br />
- 150 g de açúcar<br />
- 1 g de sal<br />
- 6 de fermento químico em pó<br />
- 80 g de óleo vegetal (usei o de canola)<br />
- 2 ovos médios<br />
- 120 g de leite<br />
- raspas e suco de 1 limão siciliano<br />
- 100 g de amoras, de preferências frescas<br />
- ½ colher de chá de essência de baunilha</p>
<p><strong>Preparo:</strong></p>
<p>Preaquecer o forno a 180 graus.<br />
Misturar separadamente os ingredientes secos e os líquidos e juntar tudo em uma tigela. Acrescentar o recheio e colocar em formas de muffins (se forem de silicone, não precisa untar).<br />
Assar por cerca de 20 minutos, até que a massa esteja firme e levemente dourada.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>glacê para biscoitos</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/glace</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 23:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz quase dois meses que tenho convivido diariamente com um Papai Noel inflável na porta de casa. É que sou vizinha de uma loja de luzes e bugigangas que só abre nessa época do ano, ou seja, uns dois meses e meio antes do Natal. Já sei que, como nos outros anos, esse Papai Noel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz quase dois meses que tenho convivido diariamente com um Papai Noel inflável na porta de casa. É que sou vizinha de uma loja de luzes e bugigangas que só abre nessa época do ano, ou seja, uns dois meses e meio antes do Natal. Já sei que, como nos outros anos, esse Papai Noel de outubro não sobreviverá até dezembro, já está encardido, furado, fedido e logo será trocado por um colega que mora dentro de uma bola inflável onde neva, ou por outro, de tecido, que se balança em uma cadeirinha. Já sei também que, como nos outros anos, eu sou imune a esse tipo de provocação e meu espírito natalino só aflora quando entramos em dezembro.</p>
<p>A partir daí é uma correria só, pra comprar todos os ingredientes e achar tempo pra produzir centenas de biscoitos (foram mais de 600 no ano passado), decorar, embalar e entregar para as pessoas queridas. Porque pra mim esse é o verdadeiro espírito natalino: compartilhar coisas boas com quem a gente gosta (e gosta da gente). </p>
<p>Esse ano, eu ainda não sei como as coisas vão correr, quantos biscoitos vou conseguir fazer, qual o sabor, formato e etc mas já tenho dois aliados que vão facilitar muito a minha vida: meu &#8220;silpat de pobre&#8221;, que é um tapetinho de um material cujo nome nem o vendedor da Dagonetti sabia e que funciona maravilhosamente bem sem custar o absurdo de um silpat; e uma receita incrível de glacê. A receita saiu de um exemplar da coleção Cozinhar Melhor da Time Life (publicada aqui, há algumas décadas, pela editora Abril) e eu testei e adaptei um pouquinho, pra conseguir uma consistência mais maleável pra decorar o biscoito. Antes de testar essa, eu testei outra receita de um livro da mesma coleção, que pedia o dobro da quantidade de claras e ficou beeeeeeeeeeeem dura. Também comprei uma mistura pronta pra glacê real e testei - e joguei tudo fora cinco minutos depois, porque ficou uma argamassa que não aderia ao biscoito e ainda tinha um estranho gosto de não-sei-o-quê.</p>
<p>Depois de tantos testes, não tive dúvida: essa é a melhor receita que já usei em anos: mesmo mais molinho, esse glacê endurece em 15 minutos, fica com um aspecto brilhante, adere bem ao biscoito e é fácil de manusear com o saco de confeiteiro. Então, já antecipando meu espírito natalino, compartilho a receita com os queridos leitores.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/11/glace.jpg" alt="glace" title="glace" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-511" /></p>
<p><strong>Receita de glacê fantástico</strong></p>
<p>- 2 claras<br />
- 3 xícaras (1 xícara= 250g) de açúcar de confeiteiro<br />
- 1 e 1/2 colher (chá) de sumo de limão</p>
<p>Coloque as claras e 1 1/2 xícara de açúcar numa vasilha grande. Misture com um batedor elétrico até que a mistura esteja totalmente homogênea, por volta de 2 minutos. Adicione o limão e, aos poucos, o açúcar**, até obter um glacê denso mas que ainda escorre de uma colher. Use o glacê imediatamente ou cubra-o com um pano úmido e limpo, pelo tempo necessário.</p>
<p>** é bem provável que não seja necessáro usar toda a quantidade de açúcar recomendada; provavelmente, pouco mais de 2 xícaras e meia.</p>
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		</item>
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		<title>café da manhã nada paulista</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 01:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[café da manhã]]></category>

		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Considerando todos os anos de trabalho na mesma firma, esse ano eu viajei muito mais do que nos outros. Acabei me envolvendo com um projeto a ponto de assumir em parte o trabalho de outras pessoas e isso significou viajar para várias capitais conduzindo oficinas de formação de gestores sobre prevenção à violência juvenil. Grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/11/tapige.jpg" alt="tapige" title="tapige" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-503" /></p>
<p>Considerando todos os anos de trabalho na mesma <a href="http://www.soudapaz.org">firma</a>, esse ano eu viajei muito mais do que nos outros. Acabei me envolvendo com um projeto a ponto de assumir em parte o trabalho de outras pessoas e isso significou viajar para várias capitais conduzindo <em>oficinas de formação de gestores sobre prevenção à violência juvenil</em>. Grande o nome, grande a responsabilidade e maior ainda meu pavor no primeiro seminário, em Belo Horizonte, no começo de julho - que foi ótimo, deu tudo certo. Depois teve Porto Alegre, de onde voltei com pneumonia. Depois teve uma pausa nas minhas viagens por motivos familiares. Em setembro, participei dos seminários de Maceió e Osasco. E na semana passada, estive em Recife, onde encerrei esse ciclo da melhor forma possível: o público era bacana, os anfitriões, muito gentis, e ainda voltei pra São Paulo trazendo o melhor bolo de rolo do Brasil. </p>
<p>Nessas viagens, usei parte do tempo livre com experiências gastrônomicas, comendo ou pelo menos garimpando alguns produtos difíceis de encontrar em SP. Então hoje, pra comemorar o fim dos seminários, preparei um café da manhã com goma de tapioca de Recife, manteiga de garrafa de Maceió e geléia de Pirenópolis. Mas peraí, de onde surgiu Pirenópolis? Bem, essa foi outra viagem que fiz nesse semestre, que não teve nada a ver com trabalho, foi só desfrute. Lá no <a href="http://www.vagafogo.com.br/index.php?id=alimentacao">Santuário Vagafogo</a> comprei uma geléia de mixirica com castanha baru que é tão gostosa que eu uso bem pouco, pra durar mais (é, eu sou assim).Hoje achei que combinaria muito bem com esse café da manhã de viajante&#8230;ou melhor, ex-viajante, porque eu pretendo ficar um bom tempo sem precisar andar de avião!</p>
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		<title>arrumação geral (e um docinho como recompensa)</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/arrumacao-geral-e-um-docinho-como-recompensa</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 21:04:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quer dizer, geral não, porque depois de horas na cozinha ainda faltava muita coisa pra organizar. As forminhas e os cortadores de biscoito, por exemplo. Os saquinhos decorados com bolas, estrelas ou corações. As formas de pão, bolo inglês, torta, tortinha (algumas nunca usadas), as caixinhas de chá vazias que eu guardo pra embalar presentes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quer dizer, geral não, porque depois de horas na cozinha ainda faltava muita coisa pra organizar. As forminhas e os cortadores de biscoito, por exemplo. Os saquinhos decorados com bolas, estrelas ou corações. As formas de pão, bolo inglês, torta, tortinha (algumas nunca usadas), as caixinhas de chá vazias que eu guardo pra embalar presentes. As facas, os zesters (é, eu tenho mais de um), os guardanapos de pano e o meu “silpat de pobre”&#8230;</p>
<p>Mesmo tendo ficado com uma lista de pendências, juro que eu dei uma bela arrumada na cozinha. Ataquei todos os armários, promovi uma redistribuição dos produtos, tirei muitos alimentos de sacos plásticos e guardei em potes fechados e etiquetados, joguei o que já estava vencido há meses, reorganizei a logística da cozinha: o que eu uso mais fica mais perto do fogão, o que eu uso menos, no armário da outra parede e assim por diante. Encontrei um potinho para o gengibre em pó, outro para a linhaça moída, guardei as nozes num pote mais adequado e consegui, finalmente, ter uma noção de quais ingredientes eu tenho aos montes, quais eu não tenho, o que eu não uso nunca e o que realmente está fazendo falta. Por exemplo, encontrei cinco latas de leite condensado, três pacotes de coco ralado, dois de fubá e sete, sim, sete pacotes de pipoca para microondas. Mas nenhuma lata de leite em pó, nenhum pote de mostarda e um pacote de farinha de grão de bico vencida (amo os três, portanto já foram incluídos na lista de compras).</p>
<p>Comecei a arrumação logo depois do café da manhã e como estava muito empolgada, decidi não ir ao sacolão. Ou seja, não teríamos nada fresco pro almoço. Então montei um cardápio com tudo o que tinha na despensa: uma lata de atum, outra de molho de tomate e uma de favas à libanesa. Arroz basmati. E de sobremesa, um creme com a tapioca que eu tinha acabado de desenterrar (debaixo de dois sacos de aveia), a manga e o limão que estavam dando sopa na geladeira. A receita original, do verso da embalagem de tapioca, pedia 200 ml de leite de coco, que eu não tinha. Mas eu tinha coco ralado e creme de leite fresco e foi isso que usei. Pra dar um tchans a mais, coloquei cardamomo em pó (que tinha acabado de ser armazenado em um novo pote) mas sinceramente não senti esse tchans; curti a combinação da textura do coco, das bolinhas de tapioca e os quadradinhos de manga a cada colherada. </p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/11/tapi1.jpg" alt="tapi1" title="tapi1" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-499" /></p>
<p><strong>Creme fácil de tapioca e manga</strong><br />
Para 4 pessoas</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong><br />
- ½ xícara de tapioca<br />
- 4 xícaras de leite<br />
- 200 ml de creme de leite fresco<br />
- 50 g de coco fresco ralado<br />
- 5 colheres de sopa de açúcar<br />
- 1 colher de chá de cardamomo em pó<br />
- 1 manga madura<br />
- raspas de limão</p>
<p><strong>Preparo:</strong></p>
<p>Deixe a tapioca de molho em 1 xícara de leite por meia hora. Junte o resto do leite, o creme de leite, o coco ralado e o açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo bem até a tapioca cozinhar e engrossar. Retire do fogo e deixe esfriar, coberto com filme plástico (encoste o filme no creme) pra não formar uma película e leve para gelar (Eu coloquei o creme em forminhas de alumínio).<br />
Sirva com raspas de limão e a manga - metade cortada em cubos, metade batida no liquidificador com suco de meio limão e um pouco de açúcar.</p>
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		<title>namorado bem gostoso</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/peixes/namorado-bem-gostoso</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 01:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na semana passada, tive a sorte de comer um namorado fresquíssimo, carnudo, comprado no mercado do peixe em Santos. O mercado fica perto da balsa que vai pro Guarujá e é freqüentado por locais, ou seja, tiozinhos fofos com cara de Popeye.
Não precisa chegar muito cedo, o mercado tem umas 10 barracas cheias de peixe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/11/pescador.jpg" alt="pescador" title="pescador" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-489" /></p>
<p>Na semana passada, tive a sorte de comer um namorado fresquíssimo, carnudo, comprado no mercado do peixe em Santos. O mercado fica perto da balsa que vai pro Guarujá e é freqüentado por locais, ou seja, tiozinhos fofos com cara de Popeye.</p>
<p>Não precisa chegar muito cedo, o mercado tem umas 10 barracas cheias de peixe e frutos do mar, além da barraquinha de uma senhora que vende temperos – cheiros verdes, saquinhos com misturas (tempero baiano, mineiro etc) e alhos e cebolas. Levamos coentro e tempero mineiro (que temperou o linguado que também compramos ali, aproveitando a viagem).</p>
<p>O recheio do namorado foi uma adaptação do <a href="http://www.lidimesnacozinha.com.br/principais/praia">recheio da tainha</a>, ou seja, espinafre cozido, bem temperado, com alguma coisa pra dar liga (pão amanhecido em vez de pescada). Faz o recheio, recheia o peixe e fecha. A carne do namorado é bem firme, então, nada de espetar palitos: foi preciso costurar o peixe, com linha e agulha de costura. Na hora de comer, puxar a linha e fatiar o peixe. Alimenta 4 pessoas (e ainda sobra um pouco).</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/11/costnamo.jpg" alt="costnamo" title="costnamo" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-490" /></p>
<p><strong>Recheio rápido para namorado gostoso:</strong></p>
<p>- 1 maço de espinafre<br />
- 1 pão francês amanhecido picado<br />
- ½ xícara de leite<br />
- 1 talo de salsão picadinho<br />
- folhinhas de coentro<br />
- sal e pimenta do reino a gosto</p>
<p>Lave o peixe, tempere com sal, azeite e pimenta-do-reino.</p>
<p>Cozinhe o espinafre: coloque as folhas em uma panela, tampe e leve ao fogo médio. Quando o espinfare começar a soltar água, deixe cozinhar até que as folhas estejam tenras, retire do fogo e pique. Misture aos outros ingredientes e recheie o namorado. Costure o peixe eleve para assar um uma assadeira untada com azeite.</p>
<p>Asse por 40/50 minutos em forno preaquecido. Retire do forno, puxe a linha de costura e fatie o peixe.</p>
<p>PS: já em São Paulo, tive o azar de comer um <em>saint-pierre</em> passado. Nem comi o peixe todo, bastaram duas garfadas pra ter certeza de que havia algo de estranho. A chef foi muito simpática e trocou o prato - pedi torta de frango, e me contentei com as boas lembranças do namorado santista.</p>
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		<title>laranjas na cozinha?</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 13:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na minha adolescência, eu não gostava de esporte e estava acima do peso. Então comecei a freqüentar uma médica para emagrecer, que prescrevia uma dieta balanceada, com baixas calorias e regras bem rígidas. Alguns alimentos eu poderia comer pouco, outros, praticamente nunca. Na lista dos vilões, dos quais eu deveria manter uma distância considerável, figuravam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/laranja.jpg" alt="laranja" title="laranja" width="500" height="486" class="alignnone size-full wp-image-483" /></p>
<p>Na minha adolescência, eu não gostava de esporte e estava acima do peso. Então comecei a freqüentar uma médica para emagrecer, que prescrevia uma dieta balanceada, com baixas calorias e regras bem rígidas. Alguns alimentos eu poderia comer pouco, outros, praticamente nunca. Na lista dos vilões, dos quais eu deveria manter uma distância considerável, figuravam três frutas: laranja, banana e uva. Todas super calóricas. Todas proibidas.</p>
<p>E desde aquela época (há quase 20 anos!) eu não como nenhuma delas. Hoje minha escolha não tem tanto a ver com a quantidade de calorias e sim com uma questão de paladar. Uva é muito doce, banana, doce e melequenta, laranja, doce e enjoativa&#8230; Quando eu encontro receitas que usam alguma dessas frutas, passo batido. Mas venho tentando me reaproximar da laranja. No ano passado, quando comecei a assar biscoitos natalinos, decidi testar uma receita de <a href="http://panelinha.ig.com.br/site_novo/comunidade/colaboradores/receita_colaborador.php?id=1590&#038;receita_id=15388">biscoitos de laranja com cobertura de chocolate</a>. Foi amor à primeira vista. E enjôo depois da terceira bolacha!</p>
<p>Passei praticamente esse ano todo sem pensar em laranjas, até comprar uma edição da <em>La Cucina Italiana</em> dedicada a pratos vegetarianos. Que tem várias saladas e legumes preparados com laranja. Ou <em>arancia</em>. <em>Arancia</em> não soa melhor, mais suave? E as <em>arance</em> das fotos? Todas lindas, laranjíssimas, frescas, tentadoras. Fiz uma das saladas da revista, com folhas, erva doce, nozes e pedaços de laranja. E a laranja não fez diferença nenhuma. Eu teria ficado tão satisfeita quanto fiquei se tivesse usado só as folhas, a erva doce e as nozes (pensando bem, talvez ela ficasse mais gostosa ainda com azeite, que eu descobri que tinha acabado quando a salada já estava toda montada).</p>
<p>Essa semana, mais uma tentativa: muffins de laranja. Não assim apetitosos quanto <a href="http://pratofundo.com/muffin-de-laranja-butterscotch/">os do Vitor Hugo</a>; fiz uma receita hippie, com farinha de aveia, germe de trigo, óleo, passas, nozes e uma laranja picada. De novo, a laranja não disse a que veio – e antes de assar os muffins, experimentei a massa crua, senti que estava meio sem graça e acrescentei gengibre em pó – esse sim, garantiu um certo <em>tchans</em> aos muffins.</p>
<p>Mas o que fazer com os <a href="http://www.flagrantedelicia.com/tartes/sonhos-cor-de-laranja/">sonhos cor de laranja da Leonor</a>? Olha as fotos e pensa comigo: essas tortinhas tão lindas, não podem ser ruins. E agora? Será que testo a receita, não testo, troco a laranja por mixirica ? Procuro alguma preparação mais simples pra decidir de vez se gosto ou não de laranjas? </p>
<p>Ou desencano e sigo aproveitando a carambola, o limão, o pêssego, a graviola, o limão siciliano, a ameixa, o coco, a maçã, o cajá, a pera, o morango, o damasco, a amora, o figo, a jabuticaba, o caqui, a nectarina, a framboesa, o melão&#8230;.?</p>
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		<title>vou parar de escrever aqui</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[porque eu vou começar a escrever ali

(brincadeira, pessoal. eu vou escrever nos dois. e obrigada aos leitores/degustadores pelo presente tão doce.)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>porque eu vou começar a escrever ali</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/bolachadoce.jpg" alt="bolachadoce" title="bolachadoce" width="500" height="313" class="alignnone size-full wp-image-480" /></p>
<p>(brincadeira, pessoal. eu vou escrever nos dois. e obrigada aos leitores/degustadores pelo presente tão doce.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>primeiro dia de &#8220;férias&#8221;</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/primeiro-dia-de-ferias</link>
		<comments>http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/primeiro-dia-de-ferias#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 01:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou de férias! Quer dizer, férias do curso, por uma semana, por causa do Mesa São Paulo. Terei cinco noites livres pra fazer o que eu quiser: ver o Zé Mayer na TV, terminar o novo livro do Rubens Figueiredo, brincar com minhas gatas, jantar com amigos, tricotar, namorar, dormir e até&#8230; cozinhar. Na ordem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de férias! Quer dizer, férias do curso, por uma semana, por causa do <a href="http://prazeresdamesa.uol.com.br/semanamesasp/programacao.php">Mesa São Paulo</a>. Terei cinco noites livres pra fazer o que eu quiser: ver o Zé Mayer na TV, terminar o novo livro do Rubens Figueiredo, brincar com minhas gatas, jantar com amigos, tricotar, namorar, dormir e até&#8230; cozinhar. Na ordem dos meus desejos, cozinhar ocupa os primeiros lugares da lista. Ou deveria ocupar. Eu fiquei bem animada com a possibilidade de testar algumas receitas, fazer bolo de figos, outra receita de cheesecake (com laranja e limão) e quem sabe algum prato salgado. Mas também me animei com tantas outras coisas – por exemplo, ver alguns filmes da Mostra, reorganizar todas as minhas fotos no computador e escrever uma carta –  que eu nem sei se, quando e o que eu vou cozinhar.</p>
<p>Como eu já escrevi em algum lugar, eu gosto de cozinhar, mas não todo dia. Não sou daquelas pessoas obcecadas com comida que acompanham todos os blogs, sites, revistas e outros quetais sobre o assunto. Não sou foodie, nem gourmet, tô mais pra gourmande (sem muitas exigências, adoro restaurantes por quilo ordinários) e pra mim comida está sempre atrelada a pessoas e emoções. Então eu até que poderia me forçar a cozinhar essas cinco noites, praticar o que venho aprendendo e o que ainda não aprendi (cortar cebolas em brunoise, saltear sem desperdiçar metade dos alimentos), mas prefiro, já que o clima é de férias, fazer o que me der na telha, sem muita pressão.</p>
<p>E nesse clima “deixa a vida me levar”, hoje eu me diverti por uma meia hora na cozinha. Fiz um glacê real pra decorar os biscoitos assados ontem – de gengibre, preparados seguindo <a href="http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/133">essa receita</a> – e foi isso. Levei um baile do bico de confeitar, a mão tremeu toda, as costas reclamaram, tive que tomar meio litro de suco de goiaba pra me recompor&#8230; e fui relaxar um pouco na rede. Porque ficar de férias, assim, meio à toa, também exaure a gente, sabe?</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/biscos.jpg" alt="biscos" title="biscos" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-472" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>comida caliente</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/historinhas/nada-de-novo-no-front</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 02:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[meu lado jornalista reapareceu e me presenteou com muitas perguntas sobre este blog, que vão desde &#8220;qual a linha editorial?&#8221; até &#8220;porque tanta gente lê e quase ninguém comenta?&#8221;, passando por &#8220;o que será que motiva uma pessoa a ler o blog ou voltar mais uma vez?&#8221;. e eu tinha ficado com uma vontade imensa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>meu lado jornalista reapareceu e me presenteou com muitas perguntas sobre este blog, que vão desde &#8220;qual a linha editorial?&#8221; até &#8220;porque tanta gente lê e quase ninguém comenta?&#8221;, passando por &#8220;o que será que motiva uma pessoa a ler o blog ou voltar mais uma vez?&#8221;. e eu tinha ficado com uma vontade imensa de escrever um post sobre uma ida a sebos em busca de livros de culinária (e o que eu encontrei), outro sobre a procura frustrada por um frango assado daqueles de televisão de cachorro, e outro sobre a prova de cortes lá do curso&#8230;mas meu lado jornalista-chata me proibiu de escrever aqui. &#8220;ah, não tem uma foto bacana pra acompanhar o texto? então não pode publicar nada&#8221;. ou então: &#8220;mas o que você tem pra falar sobre sebos, frangos de padaria ou lâminas de salsão que já não tenha sido escrito antes, de maneira bem mais interessante?&#8221; e também: &#8220;ei, chega de papo furado, vá para a cozinha, prepare um prato decente, tire uma foto melhor ainda e publique logo aqui.&#8221; </p>
<p>respira, ligia, respira, e com toda a finesse desse mundo, manda esse seu lado jornalista catar coquinhos no quintal do vizinho. pronto, estou mandando. na forma desse post assim, desse jeito cor de burro quando foge, com uma foto idem.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/front.jpg" alt="front" title="front" width="500" height="364" class="alignnone size-full wp-image-467" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>um grand finale docinho</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/doces/um-grand-finale-docinho</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 23:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não sei se estou ficando mais madura, ou mais conformada com as coisas, mas o fato é o seguinte: o feriado passou e eu não fiquei angustiada por não ter feito tudo o que queria fazer. É segunda à noite e estou tranqüila, com as bolsas arrumadas para amanhã, as contas pagas, as facas afiadas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/figos.jpg" alt="figos" title="figos" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-455" /></p>
<p>Não sei se estou ficando mais madura, ou mais conformada com as coisas, mas o fato é o seguinte: o feriado passou e eu não fiquei angustiada por não ter feito tudo o que queria fazer. É segunda à noite e estou tranqüila, com as bolsas arrumadas para amanhã, as contas pagas, as facas afiadas, o escritório organizado, presentes embrulhados, caldo de legumes congelado, livro quase terminado, gatas ronronando, marido bem cuidado&#8230; Claro que eu gostaria de ter ido ao cinema, lido outro livro, conversado com mais amigos, visto os russos no CCBB e quem sabe, ter dado um pulinho na praia. Mas não deu e não estou sofrendo. É sério. </p>
<p>Na semana passada, queimei a mão direita na aula. Fiquei com uma queimadura enorme, que só não virou uma bolha horripilante porque passei umas duas horas com um saco de gelo sobre ela. Alguns dias depois, a pele queimada começou a sair, o que tem me obrigado a lambuzar a mão de pomada cicatrizante/anti-séptica a cada duas horas. Com esse machucado, não daria mesmo pra saracotear muito no feriado, principalmente na cozinha. Então eu me contentei em picar 10 cebolas, 5 cenouras e 5 talos de salsão (treinando pra prova de cortes dessa semana&#8230;).  Mas se o feriado foi tão gostoso, não seria o caso de fazer um docinho em comemoração?</p>
<p>Eu tinha uma caixa de figos comprados ontem, bem suculentos. Tinha vontade de fazer uma torta com frangipane (aquele creme com farinha de amêndoas) mas sem peras, que são a combinação clássica. Ah! Tenho cinco forminhas de silicone pra fazer mini tortinhas - ou melhor, tortinhas pequenas, individuais pras mais gulosas ou de dividir com o namorado. Abri o meu super <em>Excel das receitas interessantes</em>, digitei “figos” e logo me apareceram 3 receitas. Escolhi uma torta de figos assados sobre um creme feito com farinha de amêndoas, açúcar de confeiteiro, manteiga e ovo – quase uma frangipane, mais simples (a fonte? <em>Ultimate Cake</em>). O Excel indicou que eu precisaria de uma forma de 23 cm, que eu tenho, mas estava decidida a não usar. Enquanto fazia a <em>mise-en-place</em>, fiquei em dúvida se não deveria dobrar a receita da massa e do recheio, pois não sabia se teria massa suficiente para as cinco forminhas. Resolvi arriscar, fiz uma receita só e consegui assar cinco tortinhas com dois terços da massa (o resto foi pra geladeira). O recheio, eu acabei usando todo (comi um pouco também). Só esqueci de reduzir o tempo de forno pra pré-assar as tortinhas, então elas douraram mais do que deveriam. Mesmo assim, ficaram lindas, não? E muito gostosas - palavra de quem comeu.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/massinha.jpg" alt="massinha" title="massinha" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-460" /></p>
<p><strong>Torta de figos ( 8 a 10 fatias, se feita na forma de 23 cm) </strong></p>
<p>Ingredientes para a massa (pâte sablée):<br />
- 180 g de farinha de trigo peneirada<br />
- 90 g de manteiga gelada em cubos<br />
- 60g de açúcar de confeiteiro, peneirado<br />
- 1 colher de chá de raspas de limão<br />
- 1 gema de ovo batida<br />
- 1-2 colheres de sopa de água gelada (eu usei as duas)</p>
<p>Ingredientes para o recheio:<br />
- 60 g de farinha de amêndoas<br />
- 60 g de açúcar de confeiteiro<br />
- 60 g de manteiga sem sal, a temperatura ambiente<br />
- 1 ovo- a colher de chá de raspas e limão<br />
- 375 de figos frescos, cortados em dois<br />
- açúcar de confeiteiro (ou impalpável) para decorar</p>
<p>Preparo da massa:<br />
Coloque a farinha em uma tigela grande, acrescente os cubos de manteiga e misture usando as pontas dos dedos até formar uma farofa. Junte a gema de ovo e a água, misturando rapidamente. Acrescente o açúcar e as raspas de limão, forme uma bola, cubra com filme plástico e leve à geladeira por uma hora. </p>
<p>Preparo do recheio e finalização:<br />
Preaqueça o forno a 200 graus. Retire a massa da geladeira, abra com um rolo (fica mais fácil se abrir a massa entre 2 folhas de filme plástico) e coloque sobre a forma (ou as forminhas). Fure a base da massa com um garfo, coloque um pedaço de papel manteiga sobre a base e cubra de feijões ou moedas(para impedi a massa de estufar quando assar).Asse a massa por 10 minutos, retire do forno, retire os feijões/moedas e o papel manteiga e asse por mais 10 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.</p>
<p>Prepare o recheio: misture bem a farinha de amêndoas, o açúcar, a manteiga, o ovo e as raspas de limão até obter um creme. Espalhe o recheio sobre a massa da torta e coloque os figos por cima. Asse a torta por 45 minutos a 180 graus (se tiver feito na forma grande) ou 30 minutos se tiver usado forminhas. </p>
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		<title>cheesecake estrelada</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 02:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

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		<description><![CDATA[
Decidi que seria mais simples chamá-la assim, porque se eu fosse contar toda a sua história, ficaria com um título de post longuíssimo. É que a receita original era de cheesecake com cobertura de doce de jaca. E eu, que não gosto de jaca, vinha planejando substituí-la por caju. A dúvida era usar caju em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torta_inteira.jpg" alt="torta_inteira" title="torta_inteira" width="500" height="343" class="alignnone size-full wp-image-435" /></p>
<p>Decidi que seria mais simples chamá-la assim, porque se eu fosse contar toda a sua história, ficaria com um título de post longuíssimo. É que a receita original era de cheesecake com cobertura de doce de jaca. E eu, que não gosto de jaca, vinha planejando substituí-la por caju. A dúvida era usar caju em calda ou em massa, ambos adquiridos em uma feira de valorização do Piauí promovida pelo Sebrae.</p>
<p>Só que comecei a implicar com a cor e com o gosto dos doces de caju, então comprei caju fresco no sacolão. Por precaução, comprei também carambolas, pensando na cheesecake que eu comera na <a href="http://www.casadefrancisca.art.br/">Casa de Francisca</a> (com folhinhas de manjericão sobre as carambolas, delícia). Se tudo desse errado, eu faria uma cobertura de carambolas cozidas no açucar e canela. </p>
<p>Fiz um corte longitudinal no caju fresco. Fiz outro. Provei um pedacinho. Azedo! Cortei aqui, ali, pra ver se daria pra usar a fruta como decoração. Mas minha cheesecake de 20 cm de diâmetro me pareceu delicada demais pra servir de base para os cajus. Fatiei as carambolas e levei ao fogo, com água, açucar e canela. Mas eu queria caju. Então misturei uma xícara de caju em massa, com meia xícara de água, mexi bastante e cobri a cheesecake, que já estava fria. O resultado estético me agradou mais do que eu esperava. Enchi o céu de estrelas, fotografei, fatiei, provamos. Veredito: tanto faz a cobertura, o que sobresai é o recheio de ricota com limão, refrescante, leve, muito bom. Da próxima vez, faço só com carambolas, ou mirtilos, ou goiaba, quem sabe?</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/10/torta_pedaco.jpg" alt="torta_pedaco" title="torta_pedaco" width="500" height="436" class="alignnone size-full wp-image-443" /></p>
<p><strong>Cheesecake com massa de granola e cobertura de&#8230;</strong></p>
<p>Ingredientes para a massa:<br />
- 2 xícaras de granola<br />
- 2 colheres de sopa de manteiga derretida<br />
- 1 colher de sopa de cacau em pó</p>
<p>Ingredientes para o recheio:<br />
- 500g de ricota esmagada com um garfo<br />
- 1 xícara de suco da fruta da cobertura<br />
- 1 ovo<br />
- 4 colheres de sopa de açúcar<br />
- 1 colher de café de pimenta-da-jamaica</p>
<p>Ingredientes para a cobertura:<br />
- 1 xícara de doce da fruta da cobertura em compota, ou coulis da fruta</p>
<p>Preparo:</p>
<p>Massa: Em uma vasilha coloque todos os ingredientes e amasse com a ponta dos dedos até agregar. Forre com a massa uma forma anti-aderente de 20cm de diâmetro, de fundo removível. Leve ao forno pré aquecido a 200 graus, por 10 minutos. Retire do forno e reserve.</p>
<p>Recheio: Coloque no processador de alimentos todos os ingredientes na ordem descrita e bata por 4 minutos, até obter um creme homogêneo. Despeje esse creme sobre a massa de granola e leve ao forno por 20 minutos ou até que o recheio esteja firme. Retire.</p>
<p>Finalização: Coloque o doce sobre o recheio.</p>
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		<title>contra a monotonia na cozinha: chuchu no prato!</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

		<category><![CDATA[principais]]></category>

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		<description><![CDATA[
Chega de muffins. Chega de sopas. Chega de espinafres. Chega de cogumelos. Vocês não cansaram? Eu cansei. Então estou começando a introduzir variações nas compras do sacolão. Essa semana, as novidades foram inhame e chuchu. Eu adoro purê de inhame. E adoro chuchu, quente, frio, fatiado, picado, com camarão, sem camarão, com azeite, com ovo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/09/chu.jpg" alt="chu" title="chu" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-424" /></p>
<p>Chega de muffins. Chega de sopas. Chega de espinafres. Chega de cogumelos. Vocês não cansaram? Eu cansei. Então estou começando a introduzir variações nas compras do sacolão. Essa semana, as novidades foram inhame e chuchu. Eu adoro purê de inhame. E adoro chuchu, quente, frio, fatiado, picado, com camarão, sem camarão, com azeite, com ovo, ou puro. É, eu vejo muita graça no chuchu! </p>
<p>Olha só esse prato, por exemplo. Não ficou divertido? E saboroso também. Na fritada, usei chuchu ralado grosso, em receita inspirada <a href="http://come-se.blogspot.com/2008/08/ovos-felizes-e-fritada-de-chuchu.html">nessa aqui</a>, do blog da Neide. Como eu não tinha pimenta dedo de moça (ingrediente banido por medida de segurança, já que o dedo da moça aqui insiste em coçar o olho sempre que manipula uma pimenta fresca), usei uma pimenta-malaia-cujo-nome-eu-esqueci, meio adocicada, misturada com salsinha crespa e manjericão. Daí cozinhei o resto do chuchu em água com sal, deixei esfriar, reguei com um pouco de azeite e saboreei o almoço mais <em>tchans</em> dos últimos tempos.</p>
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		<title>na minha cozinha quem reina é o muffin</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 12:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[café da manhã]]></category>

		<category><![CDATA[muffins]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, esta é mais uma receita de muffins da Ligia. Fazer o que? O pão tinha acabado, chovia, eu já tinha comido mingau de aveia nas duas manhãs anteriores e queria variar o breakfast. Ah! Eu tinha forminhas novas, de silicone, redondas, tamanho médio, pra estrear. E o Baking Bible, com suas trocentas receitas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, esta é mais uma receita de muffins da Ligia. Fazer o que? O pão tinha acabado, chovia, eu já tinha comido mingau de aveia nas duas manhãs anteriores e queria variar o breakfast. Ah! Eu tinha forminhas novas, de silicone, redondas, tamanho médio, pra estrear. E o Baking Bible, com suas trocentas receitas de muffins pra testar.</p>
<p>Pra escolher o sabor desse muffin, bastaram três movimentos: 1- abre o armário ao lado da geladeira e descobre um pacote de damascos turcos; 2- abre o armário de tupperwares e encontra um recipiente cheio de nozes. Terceiro movimento: abre o índex do Baking Bible e localiza uma receita com estes dois ingredientes. A receita pedia pra cozinhar os damascos no conhaque, que eu não tenho em casa, então troquei por cachaça, versão mais docinha (cachaça da Diretoria, de um alambique pertinho de Brotas). Sinceramente, não senti nenhuma diferença de sabor entre o damasco abstêmio e os que foram cozidos na cachaça. Portanto, quando eu repetir esta receita, vou cortar o álcool.</p>
<p>A massa desses muffins é mais seca e menos doce do que a massa que eu costumo fazer e isso me encantou, porque ao mordê-los, eu tinha a impressão de estar comendo um pãozinho caseiro com um naco de geléia. Delícia no café da manhã, no lanchinho na firma e no belisquete antes da aula. Longa vida aos muffins!</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/09/mufino2.jpg" alt="mufino2" title="mufino2" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-418" /></p>
<p><strong>Muffins de damasco seco e nozes (rende 14 muffins médios)</strong></p>
<p>Ingredientes:<br />
- 12 damascos secos<br />
- 2 colheres de sopa de conhaque (desencana!)<br />
- 2 xícaras de farinha de trigo<br />
- 1 colher de sopa de fermento em pó<br />
- ½ xícara de açúcar<br />
- ½ xícara de nozes picadas<br />
- 1 ovo<br />
- ½ xícara de leite<br />
- 50 g de manteiga derretida</p>
<p>Preparo:<br />
Preaqueça o forno a 200 graus e unte as formas de muffins (se forem de silicone, pule esta parte). Cozinhe os damascos no álcool por cinco minutos e pique (ou simplesmente pique). Peneire a farinha e o fermento e adicione o açúcar, os damascos picados e as nozes. Em outro recipiente, misture o ovo, o leite e a manteiga derretida. </p>
<p>Faça uma cova na mistura de ingredientes secos e despeje os líquidos. Misture rapidamente e preencha ¾ das formas de muffins com esta massa. Asse por cerca de 20 minutos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>na cozinha, pra valer</title>
		<link>http://www.lidimesnacozinha.com.br/historinhas/na-cozinha-pra-valer</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 13:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[historinhas]]></category>

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Pode parecer que não, mas garanto a vocês, caros leitores, que eu ando cozinhando bastante.  Não na minha casa, mas lá na cozinha do Senac, já que desde a semana passada  entramos nas aulas práticas de confeitaria. Não sei porque decidiriam que a estréia dos 35 alunos do curso (a maioria com pouca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/09/doces.jpg" alt="doces" title="doces" width="500" height="667" class="alignnone size-full wp-image-409" /></p>
<p>Pode parecer que não, mas garanto a vocês, caros leitores, que eu ando cozinhando bastante.  Não na minha casa, mas lá na cozinha do Senac, já que desde a semana passada  entramos nas aulas práticas de confeitaria. Não sei porque decidiriam que a estréia dos 35 alunos do curso (a maioria com pouca ou nenhuma experiência numa cozinha profissional) seria justamente nessa parte que é tão difícil, precisa, exigente (essas características parecem tanto se aplicar à minha pessoa&#8230;). </p>
<p>Eu, que adoro confeitaria e estava animadíssima, logo me vi tensa e meio desapontada comigo mesma. É difícil conciliar a compreensão de todas as etapas das técnicas básicas, mais a organização da bancada, o trabalho em equipe, o preparo, a montagem dos empratados. Ah, os empratados.. .pra mim, essa é a pior hora, ou melhor, esses são os piores cinco minutos. A prof grita lá do outro lado da cozinha e a turma se apressa em montar pratinhos enfeitados com folhinhas, caldinhas, florzinhas, frufrus e balangandãs, tudo muito clean e contemporâneo. Me desculpem, mas eu não consigo fazer esse tipo de coisa em cinco minutos! Se eu funcionasse sob pressão teria ido trabalhar no pregão, seria jogadora de futebol ou paramédica. Mas como eu não sou, fico me cobrando pra organizar tudo mentalmente antes de começar a aula, pra não perder o timing e conseguir revelar ao mundo toda a minha criatividade e senso estético (hehe). Daí eu me esqueço de alguma coisa, perco o controle sobre alguma parte do processo e me sinto a Lúcia já vou indo, sabe a lesminha do livro infantil? Aquela que se atrasou pra própria festa de aniversário?</p>
<p>Mas não tenho tempo nem de entrar numa profunda crise existencial, porque no dia seguinte tudo recomeça e é preciso estar limpo, asseado, passado, concentrado e producente. Então aos poucos eu começo a relaxar, pergunto para os outros como estão se sentindo e percebo que não está sendo fácil pra quase ninguém. E que tudo bem. Afinal, não estamos no Top Chef. E eu estou lá pra aprender, não pra acertar sempre.</p>
<p>E nessa toada maluca, só me sobra tempo pra cozinhar em casa no domingo, quando também tenho que ler jornal, ir à feira, ver a família, os amigos, relaxar etc etc etc. No último domingo, tentei reproduzir em casa uma cheesecake que eu tinha feito na aula de sexta-feira. Deu tudo errado! A massa demorou pra pré-assar, o recheio ficou meio empelotado e depois estufou no forno, não deu tempo de cozinhar a calda de manga, a torta não esfriou a tempo&#8230;. e mesmo assim, adivinhem? A torta foi devorada, morna mesmo, e à noite só tinha sobrado uma fatiazinha pra contar a história.</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/09/cheeseca.jpg" alt="cheeseca" title="cheeseca" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-411" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>quando a dona da cozinha sai&#8230; os gatos fazem a festa</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
quer dizer, só a Zazá, porque a Nina prefere o quentinho do sofá.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/09/zazagela.jpg" alt="zazagela" title="zazagela" width="500" height="379" class="alignnone size-full wp-image-405" /></p>
<p>quer dizer, só a Zazá, porque a Nina prefere o quentinho do sofá.</p>
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		</item>
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		<title>direto da bíblia, um agradecimento docinho</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[doces]]></category>

		<category><![CDATA[muffins]]></category>

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		<description><![CDATA[Ganhei de presente na semana passada um livro chamado Baking  Bible, com 500 receitas de muffins, slices, cookies e alguns bolos. Sabendo da minha (atual, não permanente) escassa disponibilidade de tempo para entrar na cozinha, imaginei que teria que esperar pelo menos até a segunda metade de setembro para testar alguma de suas receitas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ganhei de presente na semana passada um livro chamado <em>Baking  Bible</em>, com 500 receitas de muffins, <em>slices, cookies</em> e alguns bolos. Sabendo da minha (atual, não permanente) escassa disponibilidade de tempo para entrar na cozinha, imaginei que teria que esperar pelo menos até a segunda metade de setembro para testar alguma de suas receitas. Mas eis que fiquei bem doente no meio de uma viagem a trabalho e tive que voltar rapidamente pra São Paulo. Fui consultada, diagnosticada e medicada para tratar de uma rinofaringite de fundo alérgico que me derrubou no sábado e no domingo. Ah, informação importante: antes de embarcar de volta pra casa, fui muito bem cuidada por uma colega de trabalho e por isso, entre uma febre e uma dormida, pensava em alguma maneira de agradecê-la por toda a gentileza e atenção.</p>
<p>Pensando na colega gentil e no livro novo, resolvi preparar ontem à noite muffins. Dentre as mais de 200 receitas de muffins da bíblia, escolhi uma de chocolate, recheado com <em>cream cheese</em> e Baileys. Eu não sou muito fã de chocolate, mas o resto da humanidade é, então achei que seria uma boa pedida – acho que  a Leonor e suas <a href="http://www.flagrantedelicia.com/category/chocolate/">últimas receitas achocolatadas</a> me inspiraram bastante nesta escolha. A foto do livro mostrava um muffin bem escuro cortado ao meio, para que se pudesse perceber o recheio branco, cremosinho, no seu miolo. Perfeito: eu tinha em casa todos os ingredientes, o preparo me pareceu fácil&#8230;lá fui eu pra cozinha.</p>
<p>A única adaptação da receita foi utilizar formas pequenas para fazer mini muffins em vez daqueles no tamanho tradicional. Isso porque achei que ficaria mais delicado colocar os mini numa caixinha, passar um laço de fita e escrever um bilhete simpático. O complicador foi conseguir colocar o recheio (reduzido para 1/2 colher de café) sobre a massa em uma forma pequena, e com meus dedos formato salsicha. Claro que quando coloquei o resto da massa de chocolate sobre o recheio, este deslizou e saiu – daí o efeito muffins “vaquinha” da foto (reparem: isso não aconteceu com o muffin tamanho médio). Isso significou também que o recheio cremosinho assou, deixou de ser um creminho, mas não perdeu o gosto bom. Marido, que gosta de chocolate, provou um mini muffin e aprovou a receita. Espero que a presenteada também aprove!</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/08/muba2.jpg" alt="pretinhos" title="pretinhos" width="500" height="355" class="alignnone size-full wp-image-402" /></p>
<p><strong>Muffins de chocolate recheados com cream cheese e Baileys (14 muffins médios ou 24 mini muffins + 3 muffins médios)</strong></p>
<p>Ingredientes:<br />
- 90 g de cream cheese<br />
- 1 ½ colher de sopa de Baileys<br />
- 1 ovo<br />
- ¾ de xícara de leite<br />
- 1/3 de xícara de água<br />
- 50 g de manteiga derretida<br />
- 100 g de chocolate meio amargo ralado<br />
- 1 ½ xícara de farinha de trigo<br />
- 2 colheres de chá de feremento em pó<br />
- ½ colher de chá de sal<br />
-1/3 xícara de cacau em pó<br />
- ½ xícara de açúcar refinado</p>
<p>Preparo:<br />
Preaqueça o forno a 180 graus e unte as formas de muffins (se for de silicone, não precisa untar).<br />
Bata o cream cheese até ficar macio (eu bati com um garfo), adicione o Baileys e bata até misturar bem.<br />
Em outra tigela, bata o ovo, o leite, água, a manteiga e o chocolate. Peneire os ingredientes secos nesta mistura, mexa bem. Encha um terço das formas de muffin com essa massa, faça um buraco no meio e coloque uma colher de chá do recheio. Coloque mais massa até preencher a forma de muffin.<br />
Asse por 20-25 minutos, até que os muffins estejam sequinhos por fora.</p>
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		<item>
		<title>aula de moqueca (capixaba)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lidimes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[peixes]]></category>

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Minha irmã que mora em Kuala Lumpur vê muitas similaridades entre a comida asiática e a baiana. Por isso, antes de voltar pra casa, ela comprou uma moquequeira e um livro de receitas de culinária da Bahia. Pediu para minha mãe ensiná-la a fazer moqueca, e eu entrei na aula de penetra. 
A moqueca que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/08/moqueca.jpg" alt="moqueca" title="moqueca" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-394" /></p>
<p>Minha irmã que mora em Kuala Lumpur vê muitas similaridades entre a comida asiática e a baiana. Por isso, antes de voltar pra casa, ela comprou uma moquequeira e um livro de receitas de culinária da Bahia. Pediu para minha mãe ensiná-la a fazer moqueca, e eu entrei na aula de penetra. </p>
<p>A moqueca que minha mãe prepara não é a baiana e sim a capixaba, que comemos em muitos verões passados em Marataízes, cidade próxima à famosa Cachoeiro do Itapemirim – onde nasceram o Rei Roberto e a minha bisavó Araci. A moqueca não leva dendê nem leite de coco e por isso é mais leve e digesta. Minha mãe, com a paciência de sempre, nos levou para comprar peixe e depois explicou todos os passos do preparo. Lembro de ter escutado mais de uma vez que a gente deveria colocar bastante coentro e sal e mais pimenta-do-reino do que estávamos colocando. Mas a gente deletou essa informação e pegou leve nos temperos. Resultado: comemos uma moqueca linda, cheirosa e sem gosto. </p>
<p>No dia seguinte, minha mãe pegou o resto do peixe, temperou com muuuuuito coentro, adicionou tomate concassé (em cubinhos, sem pele nem sementes), colocou mais sal e pimenta e comemos um robalo sensacional. E as filhas aprenderam a lição: é pra temperar sem parcimônia!</p>
<p><img src="http://www.lidimesnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terminando.jpg" alt="terminando" title="terminando" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-395" /></p>
<p><strong>Moqueca de peixe ao modo capixaba (ou do Zé de Marataízes) – 6 pessoas</strong></p>
<p>- Comprar um peixe fresco e pedir pro peixeiro cortar em postas. Levar também a cabeça, pra fazer pirão.</p>
<p>- Se a moquequeira for nova, pincelar o interior da panela e da tampa com óleo e levar ao fogo, até secar. Passar um papel toalha para tirar os resíduos e ela está pronta para uso.</p>
<p>- Lavar as folhas do coentro (cerca de um maço) e temperar seis postas de peixe com elas. Acrescentar sal e pimenta-do-reino e deixar marinar por umas duas horas.</p>
<p>- Cortar 6 ou 7 tomates em fatias, com a casca, ou em cubinhos, sem a casca, e reservar. Lavar muitas folhas de coentro. Picar dois dentes de alho.</p>
<p>-  Colocar um pouco de azeite na moquequeira e esfregar o alho picado no seu fundo. Colocar algumas rodelas de tomate em todo o fundo da moquequeira, temperar com sal e pimenta-do-reino e coentro.</p>
<p>- Colocar as postas de peixe marinadas sobre os tomates, salpicar um pouco de colorau. Colocar as rodelas de tomates restantes em cima dos peixes, jogar mais coentro.</p>
<p>- Levar ao fogo médio por cerca de 35 minutos, até que o peixe esteja cozido .  </p>
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